A Guarda Costeira da China anunciou, nesta segunda-feira (1º), a realização de patrulhas em águas localizadas a leste de Taiwan. A operação foi acompanhada por críticas severas do governo chinês direcionadas ao Japão e às Filipinas, devido às recentes negociações marítimas entre os dois países.
Um porta-voz da Guarda Costeira chinesa afirmou, por meio de um comunicado oficial, que as patrulhas constituem uma operação necessária em resposta ao anúncio de que Japão e Filipinas iniciarão negociações para determinar fronteiras marítimas na região.
Reação diplomática e soberania
O comunicado chinês sustenta que a iniciativa de Tóquio e Manila “infringiu seriamente a soberania territorial e os direitos e interesses marítimos da China”. Diante disso, o governo chinês instou ambos os países a interromperem imediatamente tais atos.
Por outro lado, o Ministério das Relações Exteriores do Japão esclareceu que o tema foi abordado durante uma cúpula entre o Japão e as Filipinas, realizada em 28 de maio. Na ocasião, foi divulgada uma declaração conjunta sobre cooperação marítima.
Conforme o documento oficial japonês, os dois países decidiram iniciar negociações formais com o objetivo de delimitar:
- A fronteira marítima da zona econômica exclusiva;
- A plataforma continental entre as duas nações.
Fonte: NHK