O Ministério da Defesa do Japão (MOD) deu início ao transporte de lançadores e maquinários essenciais a partir de um porto em Chiba, na última segunda-feira (8).
A operação visa preparar a primeira instalação de mísseis antinavio da Força Terrestre de Autodefesa (GSDF) na pequena Ilha Minamitori (Minamitorishima), também conhecida como Ilha Marcus, situada no remoto arquipélago de Ogasawara, em Tóquio.
Mísseis Tipo 12
Essa movimentação logística serve como prelúdio para a criação de um campo de testes planejado na região.
Os mísseis “Tipo 12” da GSDF são armamentos de superfície-mar projetados para interceptar embarcações inimigas a partir da costa. Além dos lançadores, uma balsa fretada pelo governo transportou drones de reconhecimento de médio porte, fundamentais para a localização precisa de alvos no oceano.
O cronograma do MOD prevê que esses mísseis antinavio, dotados de um alcance superior a 100 quilômetros, comecem a ser operados em treinamentos de disparos reais a partir do próximo ano fiscal ou em períodos subsequentes.
Nesta fase inicial, o foco está em validar a infraestrutura do campo de tiro, realizando a montagem de equipamentos para assegurar que todos os sistemas operem conforme o esperado no ambiente insular.
Fortalecimento da defesa no Pacífico
A iniciativa está inserida em uma estratégia mais ampla de robustecer a vigilância e a proteção soberana no Oceano Pacífico, cujas etapas de implementação avançam gradualmente.
Ponto mais oriental do território japonês, Minamitorishima está isolada a cerca de 2 mil quilômetros da ilha principal do país. O local abriga apenas contingentes militares da GSDF e especialistas da Agência de Meteorologia (AMJ), não possuindo uma população civil residente.
Para garantir a eficácia do sistema, a operação dos mísseis antinavio demanda o suporte de radares de alta fidelidade e tecnologias avançadas de controle de voo em baixa altitude.
Fonte: NHK 


