A montadora japonesa Suzuki Motor está ampliando sua presença na África e pretende elevar as vendas no continente em cerca de 20% até o ano fiscal de 2030, encerrado em março, alcançando a marca de 150 mil veículos comercializados por ano.
A empresa vê a África como a sua “próxima Índia”, mercado que se tornou um dos pilares de seu crescimento global. Veículos de baixo custo, com resistência para enfrentar estradas em condições precárias, são apontados como fatores que favorecem a expansão da marca na região.
O continente africano já ultrapassa 1,5 bilhão de habitantes, superando a população da Índia, e a expectativa é de que esse número chegue a 2,5 bilhões até 2050, impulsionado pelo crescimento populacional e pela expansão econômica.
África oferece oportunidades de crescimento
Atualmente, o mercado africano de veículos novos movimenta cerca de 1,4 milhão de unidades por ano. A Suzuki vende aproximadamente 127 mil veículos na região, a maioria produzida na Índia, país geograficamente próximo a diversos mercados africanos.
Com isso, a montadora detém cerca de 9% de participação de mercado. A estratégia da empresa está concentrada principalmente na África Subsaariana.
Na Costa do Marfim, por exemplo, o sedã compacto Dzire, conhecido pelo baixo consumo de combustível, vem registrando aumento nas vendas graças à forte demanda por serviços de transporte por aplicativo, impulsionada pela limitada oferta de transporte público.
Na África do Sul, o utilitário esportivo Fronx tem conquistado consumidores devido ao seu desempenho. Já países como Nigéria e Etiópia, que apresentam perspectivas de rápido crescimento populacional e econômico, são considerados mercados promissores para a expansão da marca.
Concorrência chinesa aumenta no continente
A Suzuki entrou no mercado indiano antes de muitas concorrentes, na década de 1980, tornando-se posteriormente a principal montadora do país. Agora, pretende repetir parte dessa trajetória na África, apostando na construção gradual de presença e relacionamento com os consumidores.
Como parte dessa estratégia, a empresa passou a patrocinar uma popular competição de futebol africana no ano passado para fortalecer o reconhecimento da marca. A montadora também planeja ampliar sua rede de concessionárias e centros de manutenção em diversos países da região.
No entanto, a concorrência tende a se intensificar. As fabricantes chinesas vêm expandindo rapidamente sua atuação no continente. Em janeiro, foi revelado que a Chery Automobile pretende adquirir uma fábrica da Nissan Motor na África do Sul, movimento que reforça a disputa pelo mercado africano.
Segundo Yusuke Kato, executivo responsável pelos negócios da Suzuki na África, a companhia busca fortalecer a confiança dos consumidores e estabelecer relacionamentos duradouros com seus clientes.
Fonte: JT



