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Venda irregular de Mounjaro para emagrecimento vira alvo das autoridades no Japão

Três pessoas foram denunciadas por venderem ilegalmente o medicamento Mounjaro via redes sociais, aproveitando a alta demanda para fins de emagrecimento.

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Três pessoas são investigadas por venda irregular de Mounjaro no Japão
Três pessoas são investigadas por venda irregular de Mounjaro no Japão (imagem ilustrativa/PM)

A Polícia da Província de Osaka encaminhou, no dia 2 de junho, o caso de três pessoas aos promotores sob suspeita de violar a Lei de Garantia de Qualidade, Eficácia e Segurança de Produtos, incluindo Produtos Farmacêuticos e Dispositivos Médicos.

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O trio é acusado de vender o medicamento Mounjaro, indicado para diabetes, através de redes sociais sem autorização.

Os investigados são uma funcionária de meio período, de 29 anos, residente em Osaka; um estudante universitário, de 22, da província de Nara; e uma funcionária de empresa, de 35, de Hirakata (Osaka).

O caso é considerado raro em âmbito nacional. Segundo as autoridades, os suspeitos teriam vendido ou armazenado o fármaco para comercialização entre dezembro de 2025 e fevereiro de 2026. Todos admitiram as alegações, justificando que buscavam uma renda extra.

Riscos e o mercado clandestino

De acordo com a divisão de proteção ao consumidor da Polícia de Osaka, o medicamento era obtido por meio de compras em redes sociais ou via prescrição médica coberta pelo seguro de saúde.

A funcionária de empresa teria vendido canetas de 2,5 mg por cerca de 6 mil ienes e de 5 mg por cerca de 7 mil ienes, lucrando aproximadamente 25 mil ienes. A polícia iniciou a investigação após monitorar postagens em patrulhas cibernéticas.

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O Mounjaro ganhou popularidade como um “medicamento milagroso para emagrecer”. Em testes realizados pela reportagem, vendedores responderam prontamente, oferecendo orientações sobre dosagem e até sugerindo o uso de outros fármacos, agindo como se fossem clínicas.

Quando questionados sobre a legalidade, os vendedores sugeriam que, em caso de dúvida, o comprador procurasse uma clínica oficial.

  • Efeitos colaterais: náuseas, constipação e diarreia.
  • Riscos adicionais: perda de massa muscular e aumento do risco de osteoporose em pessoas já magras.
  • Impacto social: o uso indevido pode causar desabastecimento para pacientes que realmente necessitam do tratamento para diabetes.

O Governo Metropolitano de Tóquio tem intensificado o monitoramento. No ano fiscal de 2025, foram emitidos 497 avisos no X, sendo que 75% (375 casos) envolviam medicamentos para diabetes como o Mounjaro.

O Dr. Masahiro Fukuda, diretor da Fukuda Clinic em Yodogawa (Osaka), reforça: “Médicos prescrevem fármacos sob a premissa de uso pessoal. Não aceite medicamentos de terceiros. Se precisar de medicação, consulte um médico”.

Fonte: MN

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