Um escritório de bem-estar social em Sendai (Miyagi) está sob críticas após ter entregue pães com o prazo de validade (use-by date) vencido a um homem que recebe assistência pública. O caso, ocorrido em maio, foi confirmado por fontes próximas ao assunto a um jornal japonês.
Os funcionários do centro de saúde e bem-estar do distrito de Taihaku tinham conhecimento de que o produto estava fora da validade, mas realizaram a entrega sob a justificativa de que o homem havia concordado em aceitá-lo.
O governo municipal de Sendai não reconheceu falhas na conduta e afirmou que “não pode descartar a possibilidade de que casos semelhantes tenham ocorrido no passado“, embora especialistas classifiquem a atitude como “inapropriada”.
Diferença entre prazos e riscos à saúde
Enquanto a data de consumo preferencial (best-by date) é tratada como uma diretriz de qualidade, a data de validade (use-by date) indica o período em que o alimento pode ser consumido com segurança. Alimentos que ultrapassam essa data não devem ser ingeridos.
A cidade colabora com um banco de alimentos para fornecer mantimentos gratuitos a pessoas em dificuldades financeiras. Segundo o governo, em 25 de maio, a prefeitura recebeu um saco plástico contendo 10 unidades de pão.
No dia seguinte, os funcionários entregaram o item ao homem. Um funcionário explicou que a validade havia expirado há um dia, mas o beneficiário aceitou levar o produto.
No dia 27 de maio, o homem entrou em contato com o governo relatando: “Comi o pão no dia em que recebi e, poucas horas depois, tive dores estomacais e diarreia”.
“Teria sido apropriado descartar o item, mas explicamos a situação à pessoa e obtivemos seu consentimento, portanto, não foi inapropriado”, disse um oficial da cidade. Ele acrescentou que a cidade será “mais cuidadosa” no futuro.
Um representante do Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar afirmou que a prática “não é desejável”.
Fuyuki Ishizaki, advogado da Associação de Advogados de Tóquio especializado em leis alimentares, criticou a postura: “Existem riscos de segurança envolvidos e, mesmo com consentimento, isso é inaceitável. Na raiz do problema, pode estar a ideia de que, por alguém ser pobre, os riscos podem ser ignorados”.
Fonte: MN



