A Agência de Meteorologia do Japão (AMJ) anunciou que o fenômeno El Niño — caracterizado pelo aquecimento acima da média das águas do Oceano Pacífico equatorial, desde a costa do Peru até o centro do oceano — provavelmente já está em atividade desde a primavera.
Esta é a primeira ocorrência do fenômeno em cerca de dois anos, após o evento que durou da primavera de 2023 à primavera de 2024.
Previsão de verão escaldante
Historicamente, o El Niño costuma trazer verões mais amenos e frescos para o Japão. No entanto, a AMJ alerta que este ano será uma exceção devido aos efeitos do aquecimento global.
As condições atmosféricas atuais são muito parecidas com as de 2023, ano que registrou a segunda maior onda de calor da história do país. A expectativa é que os ventos de oeste soprem mais ao norte e que o sistema de alta pressão do Pacífico atue com força, provocando altas temperaturas em todo o território nacional.
Alerta de saúde
Masayuki Kyoda, diretor do Centro de Informações sobre Condições Meteorológicas Anormais da AMJ, reforça: “Ao contrário dos fenômenos típicos do El Niño, espera-se que este ano tenhamos um verão muito quente. Por favor, tomem todas as precauções necessárias contra o calor extremo“.
Impacto nos tufões e as próximas estações
O fenômeno também altera o comportamento dos tufões no Pacífico.
- Maior intensidade e duração: A área de formação dos tufões deve se deslocar para o sul e sudeste, fazendo com que eles viajem por águas mais quentes. Isso aumenta seu ciclo de vida e reduz a pressão central, tornando-os mais fortes.
- Rota em direção ao Japão: Com esse deslocamento, crescem as chances de os tufões se aproximarem do Japão ainda mais desenvolvidos e destrutivos.
O El Niño deve persistir ao longo do outono e costuma ganhar força durante o inverno. Por ser um evento de longa duração, a agência meteorológica projeta que o Japão também terá um inverno mais ameno do que o normal.
NOAA ainda não confirmou
A agência climática americana – Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) – ainda não confirmou o fenômeno. Ela estima que há 82% de probabilidade de emergir entre maio e julho deste ano e 96% de chance de persistência até fevereiro de 2027.
A NOAA deverá fazer um anúncio de confirmação ainda esta semana.
Fontes: JNN e NHK 


