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Crime

Golpe de ‘trabalho extra’ faz mais de 2 mil vítimas em todo o Japão

O grupo utilizava contas de redes sociais compradas para se passar por influenciadores e atrair vítimas com promessas de lucros em 'trabalhos extras'.

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Konishi Sangyo - Empregos no Japão
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Grupo usava perfis falsos para aplicar golpe no Japão
Grupo usava perfis falsos para aplicar golpe no Japão (imagem ilustrativa/PM)

A Polícia da Província de Osaka prendeu 41 pessoas sob a acusação de aplicar um golpe que vitimou três mulheres, mas que as autoridades acreditam ter lesado cerca de 2.300 pessoas em todo o Japão.

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O prejuízo total estimado é de aproximadamente 650 milhões de ienes, ocorrido ao longo do último ano.

Entre os detidos está o executivo de empresa Shingo Matsumura, de 29 anos, residente no distrito de Yodogawa (Osaka), apontado pela polícia como o líder do grupo.

Além dele, outras 40 pessoas foram presas por suspeita de fraude. Até o momento, a polícia não divulgou se os suspeitos admitiram as acusações.

Modus operandi e investigação

Segundo a divisão de investigação de fraudes especiais da polícia, o grupo operava comprando contas de redes sociais com grande número de seguidores de corretores.

Com esses perfis, eles se passavam por influenciadores reais para atrair vítimas, prometendo altos ganhos através de um “trabalho extra”, condicionado ao pagamento prévio por cursos de treinamento.

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Os investigadores realizaram buscas em diversos locais, incluindo um edifício na cidade de Suita (Osaka), onde apreenderam mais de 1.000 itens, incluindo smartphones e computadores. As autoridades seguem trabalhando para revelar a extensão total da operação criminosa.

Os suspeitos são acusados de enganar três mulheres na província de Osaka em um total de cerca de 880 mil ienes entre novembro do ano passado e março.

O esquema envolvia as seguintes promessas:

  • Instruções sobre marketing de afiliados, onde recompensas seriam obtidas com base em resultados de compras feitas por espectadores.
  • A promessa de que a renda aumentaria proporcionalmente ao número de seguidores nas redes sociais.
  • O uso de perfis falsos de influenciadores de beleza e culinária que postavam mensagens como: “Eu ganhei mais seguidores porque fiz este curso”.

As vítimas que se inscreviam no curso recebiam manuais com informações superficiais sobre como aumentar o número de seguidores, mas a polícia afirmou que os materiais careciam de qualquer conteúdo útil ou verdadeiro.

Fonte: JT

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