Em um ano fiscal histórico, no qual o volume de vendas da Toyota Motor rompeu pela primeira vez a barreira dos 50 trilhões de ienes, os dados sobre a remuneração de seus altos escalões vieram a público nesta quarta-feira (10).
Ocupando o topo da pirâmide salarial da maior fabricante de automóveis do mundo, o presidente do conselho, Akio Toyoda, obteve um rendimento total de 2,113 bilhões de ienes. O montante representa um acréscimo de cerca de 8% frente ao seu recorde anterior.
Conforme o relatório de valores mobiliários protocolado junto ao Departamento de Finanças Local de Kanto, a cifra bilionária de Toyoda foi composta por ¥396 milhões de salário-base fixo, somados a ¥620 milhões em bônus por produtividade e ¥1,097 bilhão em rendimentos baseados em participações acionárias.
A trajetória ascendente dos ganhos de Toyoda é notável: em 2022, o executivo recebia ¥999 milhões; com a ascensão ao conselho no ano seguinte, o valor saltou para ¥1,622 bilhão, atingindo ¥1,949 bilhão no exercício de 2024 antes de romper o teto atual.
Contraste no alto escalão
O documento também detalhou a remuneração de outros líderes que ultrapassam a marca obrigatória de ¥100 milhões anuais.
Em sentido oposto ao presidente do conselho, o vice-presidente Koji Sato registrou uma retração em seus ganhos, recebendo ¥803 milhões contra os ¥826 milhões do período anterior.
Outras figuras-chave do alto escalão, como Hiroki Nakajima e Yoichi Miyazaki, fecharam o ano fiscal com remunerações de ¥476 milhões e ¥481 milhões, respectivamente.
Em nota oficial, a Toyota reiterou que sua política de remuneração é pautada por discussões rigorosas sobre competência e responsabilidade sobre os funcionários, buscando alinhar os rendimentos aos padrões competitivos praticados pelas principais montadoras no cenário global.
Fontes: Nagoya TV e NHK 


