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SantaCity: A música que uniu Marcelo e Emilie e conquistou os brasileiros no Japão

A história emocionante da Família SantaCity que vem conquistando o Japão!

PM

Portal Mie - Editorial

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A música sempre esteve presente na vida de Marcelinho SantaCity, mas foi um simples incentivo do irmão, ainda na infância, que deu início a uma trajetória repleta de desafios, conquistas e recomeços.

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Depois de dividir o palco com grandes nomes da música brasileira, viver a realização de gravar um álbum, conhecer o amor de sua vida e formar uma família ao lado de Emilie Garcia, o casal enfrentou mudanças profundas, incluindo uma pausa na carreira e uma nova caminhada movida pela fé.

Hoje, de volta aos palcos japoneses, a Família SantaCity conquista o público com apresentações cheias de emoção, resgatando clássicos que despertam memórias afetivas e aproximam diferentes gerações.

Nesta entrevista ao Portal Mie, Marcelinho e Emilie compartilham histórias marcantes de suas vidas, falam sobre a trajetória na música, a importância da família, os desafios enfrentados ao longo do caminho e os sonhos que continuam impulsionando essa dupla a seguir encantando o público.SantaCity: A música que uniu Marcelo e Emilie e conquistou os brasileiros no Japão

Portal Mie: Marcelinho, sua paixão pela música começou ainda na infância, incentivada pelo seu irmão DJ Mine. Quando você olha para trás, qual foi o momento em que percebeu que cantar deixaria de ser apenas uma brincadeira para se tornar parte da sua vida?
Marcelo: Comecei no rap com 8 anos, quando ouvi pela primeira vez uma criança cantando em uma coletânea chamada *Consciência Black*. Mas tudo ficou sério mesmo quando ingressei na banda Pânico X, aqui no Japão, no ano de 2001.

A partir daí, busquei melhorar meu vocal e minhas composições. Em 2002, fomos para o Brasil gravar nosso disco *Consciência e Distorção*, que contou com participações de Baia (Tihuana), Bolo (O Surto), entre outros artistas.

Portal Mie: A banda Pânico X abriu shows para grandes nomes da música brasileira e chegou muito perto de alcançar um sucesso ainda maior. O que essa fase ensinou a vocês, tanto como artistas quanto como pessoas?
Marcelo: É verdade que eu realmente acreditei que faríamos sucesso. Costumo dizer que vi o sucesso por uma parede fina de vidro. Abrimos shows para artistas como Tihuana, Skank, O Surto, Paulo Miklos, entre outros. Também vencemos um festival da Rádio Mix e, como prêmio, gravamos uma demo no Midas Estúdio, do Rick Bonadio.

A maior lição, como músico e como pessoa, foi aprender que é preciso ser apaixonado pelo que faz. Chegávamos a ensaiar por até oito horas para estarmos prontos caso a oportunidade aparecesse.SantaCity: A música que uniu Marcelo e Emilie e conquistou os brasileiros no Japão

Portal Mie: Emilie, vocês se conheceram de uma forma bastante inusitada, durante a gravação de um álbum. Em que momento aquela participação especial se transformou em uma história de amor e também em uma parceria musical?
Emilie: Imagine alguém te chamar no meio de uma praça, durante um show, e te convidar para fazer um teste para gravar uma música em um disco. Foi assim que o Marcelo fez. Fiz o teste e, depois de alguns ensaios, já estávamos namorando.

Eu o ensinei a tocar violão e ele me ensinou a cozinhar. Neste ano completamos 24 anos juntos, temos dois filhos e acumulamos muitas músicas e histórias nessa caminhada.SantaCity: A música que uniu Marcelo e Emilie e conquistou os brasileiros no Japão

Portal Mie: Depois do fim do Pânico X, nasceu a SantaCity. O que motivou vocês a criarem um novo projeto e quais diferenças enxergam entre aquela fase e o trabalho que desenvolvem hoje?
Marcelo: Foi frustrante sentir que estávamos tão perto de realizar um sonho pelo qual nos esforçamos tanto e, no fim, isso não aconteceu. Depois da saída de alguns integrantes, eu também deixei a banda.

Então nasceu a SantaCity, que também representava uma oportunidade para que eu e a Emilie estivéssemos mais juntos. A SantaCity tem uma proposta mais leve, com maior variedade de ritmos, enquanto o Pânico X era mais intenso, pesado, com uma mistura de rock e rap.

Portal Mie: Vocês chegaram a se afastar da música por um período e até pensaram em encerrar essa trajetória. O que fez o casal decidir voltar aos palcos depois de tantos anos?
Marcelo: Na primeira gravidez, a Emilie tocou até o oitavo mês de gestação e depois fez uma pausa. Voltamos mais tarde, mas, após algum tempo, ela engravidou novamente e eu decidi que a música seria apenas um hobby.

Só que, quando você vê um palco e alguém tocando, é difícil resistir. Foi isso que aconteceu na Art & Business e depois no Grupo MEI. Desde então, não paramos mais.SantaCity: A música que uniu Marcelo e Emilie e conquistou os brasileiros no Japão

Portal Mie: A conversão ao cristianismo marcou uma mudança importante na vida de vocês e influenciou diretamente a forma de compor e enxergar a música. Como essa transformação se reflete no trabalho que apresentam atualmente?
Marcelo: Foi uma fase muito bonita da nossa vida. Deixamos antigos vícios, passamos a cuidar mais da nossa vida espiritual e encontramos em Jesus Cristo uma nova inspiração para viver. Naturalmente, isso também se refletiu na nossa música.

Hoje, mesmo sem frequentarmos uma denominação religiosa, guardamos esses ensinamentos. Nos nossos shows, por exemplo, evitamos músicas com palavrões, também em respeito às crianças que acompanham seus pais.

Portal Mie: Hoje, o repertório da SantaCity desperta lembranças afetivas e aproxima diferentes gerações. Qual é a sensação de ver pais e filhos cantando juntos músicas que marcaram épocas?
Marcelo: É maravilhoso ver os pais tendo a oportunidade de mostrar aos filhos as músicas que fizeram parte da juventude deles. Quando cantei na banda de samba rock Sambana Club, era muito comum os filhos levarem os pais aos shows, justamente porque tocávamos músicas mais antigas.

É isso que queremos proporcionar: uma boa vibe, boas lembranças e uma conexão verdadeira entre as pessoas.SantaCity: A música que uniu Marcelo e Emilie e conquistou os brasileiros no Japão

Portal Mie: O nome SantaCity carrega uma homenagem ao bairro Santa Terezinha, em Santo André. Qual a importância de manter essa ligação com as origens, mesmo vivendo há tantos anos no Japão?
Marcelo: Eu via esse nome escrito nos muros do bairro até que um dia fui cortar o cabelo na Barbearia Santa City. Gostei tanto que perguntei ao dono se poderia usar o nome em uma banda. Acho que você pode levar seu trabalho para o mundo inteiro, mas nunca deve deixar de valorizar suas raízes, porque elas influenciam quem somos para sempre.

Portal Mie: Em pouco tempo, vocês conquistaram espaço em eventos e estabelecimentos bastante conhecidos da comunidade brasileira no Japão. Como tem sido a recepção do público e qual foi o momento mais marcante dessa nova fase?
Marcelo: Tudo começou na Art & Business e no Grupo MEI, mas foi no Craft Pub, com o Betão, que essa fase ganhou um rumo mais sério. É difícil destacar apenas um momento marcante, porque cada lugar nos proporciona uma experiência diferente.

A Capricciosa de Shiga tem um público muito festeiro e animado. A unidade de Kariya tem aquele clima de barzinho. Em Gifu, no Bonzaço, encontramos muitos japoneses. Há lugares que realmente nos abraçam, como o Enjoy Café.

O público de Toyohashi adora cantar junto e, recentemente, também estamos nos apresentando no Exotic Lounge. Tem ainda o evento Arte Brasil, que reúne artistas de altíssimo nível. Em cada um desses lugares nos sentimos verdadeiramente acolhidos.SantaCity: A música que uniu Marcelo e Emilie e conquistou os brasileiros no Japão

Portal Mie: Com tantos novos convites surgindo e a possibilidade de participar de eventos ainda maiores, quais são os sonhos e os próximos passos da Família SantaCity para os próximos anos?
Marcelo: Acho que o sonho de todo artista é conseguir viver integralmente da sua arte. Aos poucos, nossa comunidade aqui no Japão está conhecendo melhor o nosso trabalho, e isso tem gerado novos convites, o que é espetacular.

Seja em eventos grandes ou pequenos, queremos continuar levando nossa boa energia através da música para cada província e cada cidade.

Portal Mie: Gostariam de deixar uma mensagem final aos leitores?
Marcelo: Agradecemos a todo o público que tem acompanhado e interagido com o nosso trabalho, aos nossos contratantes, à nossa família e aos amigos que sempre nos apoiam. E, acima de tudo, agradecemos a Deus por tudo o que tem nos proporcionado ao longo dessa caminhada.

Contatos com a Família SantaCity
Insta:
marcelinho_santacity
Insta:
emilie.garciafsc

Reportagem - Clayton Moraes – Fotógrafo & Colunista 
Fotos – cedidas

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