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Desastres Naturais

Japão reforça ideia de ‘ficar em casa’ em caso de grande terremoto

O governo japonês passou a reforçar a importância da evacuação em casa diante do risco de um grande terremoto sob a região metropolitana, já que os abrigos de Tóquio não teriam capacidade para todos os moradores.

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Três em cada quatro podem ficar sem abrigo em Tóquio após grande terremoto
Três em cada quatro podem ficar sem abrigo em Tóquio após grande terremoto (imagem ilustrativa-PM/IA)

O governo japonês apresentou em junho um novo plano básico de preparação para um possível terremoto diretamente sob a região metropolitana, com uma recomendação importante para quem vive em áreas urbanas: considerar a evacuação em casa, quando houver condições de segurança.

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A orientação leva em conta a capacidade limitada dos abrigos. Tóquio tem cerca de 14 milhões de habitantes, enquanto os aproximadamente 3 mil abrigos da capital comportam cerca de 3,17 milhões de pessoas.

Em uma conta simples, isso significa que três em cada quatro pessoas poderiam ficar sem vaga em abrigos.

Além da falta de espaço, os abrigos também apresentam desafios relacionados à privacidade, higiene e estresse. Por isso, permanecer em casa, quando o imóvel for seguro, pode ser uma alternativa menos desgastante durante os primeiros dias após um grande desastre.

Quando a evacuação em casa é indicada

Segundo o governo metropolitano de Tóquio, a evacuação em casa depende de três condições principais: ter estoque suficiente de itens de emergência, morar em um edifício com boa resistência sísmica e estar em uma área com baixo risco de inundação.

Para uma família de três pessoas, formada por dois adultos e uma criança pequena, a estimativa mínima para três dias inclui cerca de 26 litros de água, 26 refeições e itens sanitários equivalentes a aproximadamente 45 usos de banheiro.

O ideal, segundo especialistas, é preparar estoque para pelo menos três dias, podendo chegar a uma semana.

Nas ruas, muitos moradores reconhecem que ainda não estão preparados. Alguns disseram ter água e comida para apenas um dia, outros afirmaram possuir arroz em casa, mas poucos alimentos prontos, como refeições instantâneas.

Também há preocupação com o sabor dos produtos de emergência e se as crianças aceitariam comer esses alimentos.

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Rolling stock ajuda a manter os estoques

Outro obstáculo citado por moradores é a falta de espaço para guardar produtos de emergência. Uma alternativa recomendada é o rolling stock, método em que a família compra um pouco mais dos alimentos e itens usados no dia a dia, consome normalmente e repõe antes que acabem.

Com isso, a despensa se transforma em uma reserva constante, sem depender apenas de produtos comprados uma única vez e esquecidos até vencerem.

Segundo especialistas em prevenção de desastres, um erro comum é montar o kit uma vez e achar que a preparação está concluída.

A recomendação é tratar a prevenção como parte da rotina. Em vez de pensar apenas em ir para um abrigo, a população deve avaliar se tem condições de permanecer em casa com segurança.

Em grandes centros urbanos, a evacuação em casa pode se tornar uma das principais formas de enfrentar os primeiros dias após um terremoto de grande escala.

Fonte: FNN

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