O número de falências corporativas no Japão entre janeiro e junho de 2026 chegou a 5.346 casos, alta de 7,1% em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo levantamento da empresa de pesquisa de crédito Tokyo Shoko Research.
Foi a primeira vez em 12 anos que o total de falências no primeiro semestre superou a marca de 5 mil. O levantamento considera empresas com dívidas de pelo menos ¥10 milhões.
De acordo com a Tokyo Shoko Research, a desvalorização do iene acelerou a inflação e pressionou as finanças das empresas, especialmente as pequenas e médias. Um responsável pela empresa alertou que o ritmo das falências pode se acelerar a partir do outono, em meio à prolongada falta de mão de obra.
Pequenas empresas concentram a maioria dos casos
As empresas com menos de 10 funcionários representaram cerca de 90% do total de falências. Já os negócios com dívidas inferiores a ¥100 milhões responderam por quase 80% dos casos.
As falências atribuídas ao aumento de preços subiram 27,6%, chegando a 439 casos. Já as relacionadas à falta de mão de obra avançaram 37,7%, para 237 casos. Entre elas, os casos provocados pelo aumento dos custos trabalhistas saltaram para 120, número 2,4 vezes maior que o registrado no ano anterior.
Por setor, as falências aumentaram em 8 das 10 áreas analisadas. O setor de serviços liderou, com 1.819 casos, alta de 7,2%, seguido pela construção, com 1.026 casos.
Restaurantes e varejo de alimentos sentem impacto
Restaurantes e varejistas de alimentos foram afetados pela redução dos gastos dos consumidores. Segundo a Tokyo Shoko Research, muitas empresas estão chegando ao limite da capacidade de repassar os custos mais altos aos clientes por meio de aumentos de preços.
As falências cresceram em 9 regiões do Japão, exceto em Tohoku. A maior alta foi registrada em Hokuriku, com avanço de 37,3%, seguida por Hokkaido, com aumento de 17,1%.
Somente em junho, o número de falências subiu 20,4% em relação ao ano anterior, para 1.021 casos, superando a marca de mil pela primeira vez em 25 meses.
A empresa de pesquisa também apontou que a situação no Oriente Médio já começa a afetar o fluxo de caixa de pequenas e médias empresas.
Fonte: MN



