O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confundiu Irã e Japão durante a cúpula da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) de 2026, realizada em Ancara, na Turquia, ao afirmar que a “República Islâmica do Japão” (The Islamic Republic of Japan) teria disparado mísseis contra um porta-aviões americano.
A declaração foi feita na quarta-feira (8), durante uma sessão de perguntas e respostas ao lado do presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky.
Trump respondia a uma pergunta sobre a possibilidade de permitir que a Ucrânia produzisse seus próprios interceptadores de mísseis Patriot.
Ao elogiar o sistema de defesa, Trump citou o porta-aviões USS Abraham Lincoln e afirmou que, dois meses antes, “111 mísseis” teriam sido disparados contra a embarcação pela “República Islâmica do Japão”.
A fala chamou atenção porque o Japão não é uma república islâmica e é um dos principais aliados dos Estados Unidos na Ásia.
O Japão não possui uma religião oficial de Estado, e as religiões mais comuns entre os habitantes do país asiático são o xintoísmo e o budismo. Segundo o jornal Mainichi, apenas 0,3% da população no Japão segue o islamismo.
O Irã, por outro lado, é oficialmente conhecido como República Islâmica do Irã.
Referência parecia ser ao Irã
Trump aparentemente queria se referir ao Irã, cujo nome oficial é República Islâmica do Irã (The Islamic Republic of Iran).
O comentário teria relação com uma alegação iraniana feita em março sobre um suposto ataque ao USS Abraham Lincoln, mas o Comando Central dos Estados Unidos, o CENTCOM, negou na época que o navio tivesse sido atingido.
Na sequência da conversa, Trump mencionou o Irã diretamente e afirmou que o país teria sido “destruído” pela tecnologia militar americana, dizendo que sua Marinha e sua Força Aérea teriam sido eliminadas.
Durante o mesmo encontro, o presidente americano também pareceu confundir Zelensky com o presidente russo, Vladimir Putin, ao perguntar aos repórteres se tinham uma questão para “o presidente Putin”.
Fonte: People



