A província de Fukui pode enfrentar episódios de calor extremo, perto dos 40°C, quando a aproximação de um tufão se combina ao chamado fenômeno foehn, explicou o meteorologista Mitsuhiro Murata.
Na quarta-feira (8), o fim da estação chuvosa foi anunciado em partes do oeste do Japão, incluindo o norte de Kyushu, Chugoku e Kinki. Nessas regiões, o período de chuvas terminou 11 dias antes da média, devido ao fortalecimento do sistema de alta pressão.
Em Fukui, o calor também já dava a impressão de que a estação chuvosa havia acabado. A previsão indica muitos dias de sol ao longo da próxima semana, com temperaturas máximas acima dos 30°C e possibilidade de chegar aos 35°C, mantendo o clima típico do auge do verão.
Calor intenso pode ser agravado pelo foehn
Apesar das condições favoráveis ao fim da estação chuvosa, a Agência Meteorológica do Japão (AMJ) pode aguardar um pouco mais antes de fazer o anúncio oficial para Fukui, já que isso ocorreria mais de dez dias antes do normal. A previsão de céu nublado para o dia 13 não está ligada à frente chuvosa, mas à presença de ar frio em altitude.
Nos últimos anos, Fukui registrou temperaturas anormais. Em 9 de agosto de 2023, a cidade de Sakai marcou 39,7°C, a maior temperatura já observada na província. Em 1º de agosto de 2022, Obama registrou 39,1°C, tornando-se naquele dia o ponto mais quente do Japão.
Segundo o meteorologista, quando Fukui chega a temperaturas acima de 39°C, há um padrão comum: a presença de um tufão.
O sistema transporta ar quente e úmido dos trópicos, que atravessa as montanhas e desce pelo lado do Mar do Japão como vento quente e seco, intensificando o fenômeno foehn. Por isso, a combinação entre aproximação de tufão e foehn pode fazer Fukui se aproximar novamente dos 40°C, exigindo atenção contra insolação e outros riscos do calor extremo.
Fonte: FNN



