Na madrugada de terça-feira (7), no horário de Tóquio, o devastador supertufão Bavi registrava uma pressão atmosférica central de 910 hPa e uma gigantesca área de tempestade de 560 km. Movendo-se a 30 km/h, o fenômeno ruma em direção a Okinawa e Taiwan após deixar um rastro de destruição em Guam e na ilha de Rota, nas Marianas do Norte, onde causou chuvas torrenciais e rajadas de vento violentas.
“A tempestade equivale a um furacão de categoria 4 na escala Saffir-Simpson a oeste de Saipan”, alertou Jason Nicholls, especialista internacional em meteorologia da AccuWeather.
A expectativa é que o Bavi se intensifique ainda mais, mudando seu curso para o norte. Ele deve se aproximar da província de Okinawa com força extrema entre sexta-feira (10) e sábado (11). As regiões de Okinawa e Amami já devem enfrentar o mar severamente agitado a partir de quinta-feira (9). Dependendo da trajetória, o sul de Kyushu também poderá ser afetado no dia seguinte, exigindo atenção total aos alertas das autoridades.
Além disso, projeções indicam que o Bavi provocará ventos destrutivos em Taiwan e no leste da China de sexta até segunda-feira (12). São esperadas rajadas de até 260 km/h — com picos isolados de 320 km/h —, o que deve resultar em cortes generalizados de energia, danos estruturais graves e severos atrasos logísticos.
Maysak: o tufão 10 inundou cidades na China
Enquanto o Bavi avança, o tufão Maysak já causa impactos severos. Na segunda-feira (6), chuvas extremamente fortes provocaram inundações catastróficas de nível III em Hengzhou, Nanning e Guangxi, na China. Relatórios oficiais indicam que 29 rios e 36 estações hidrológicas em Guangxi já ultrapassaram as cotas críticas de alerta de inundação.
Fontes: NHK, AMJ, Yahoo!, AccuWeather e Weather Monitor 


