A Micron Technology iniciou no sábado (4) as obras de expansão de sua fábrica em Higashihiroshima (Hiroshima), em um projeto estimado em ¥1,5 trilhão, equivalente a cerca de US$ 9,3 bilhões, para produzir chips de memória avançados.
A empresa americana, com sede em Boise, no estado de Idaho, pretende fabricar no local semicondutores como as memórias de alta largura de banda, conhecidas como HBM, essenciais para processadores de inteligência artificial, incluindo os usados pela Nvidia.
A entrega e instalação dos equipamentos de produção estão previstas para começar no segundo semestre de 2028. O Ministério da Economia, Comércio e Indústria do Japão destinou até ¥500 bilhões para ajudar a cobrir parte dos custos do projeto.
Japão reforça estratégia em semicondutores
A expansão ocorre em meio à corrida global das fabricantes de memória para atender à crescente demanda gerada pela inteligência artificial. Além do investimento em Hiroshima, a Micron também constrói fábricas avançadas nos Estados Unidos, incluindo unidades em Boise e no estado de Nova York.
Durante a cerimônia, o CEO da Micron, Sanjay Mehrotra, destacou que o primeiro wafer de produção HBM da empresa foi fabricado em Hiroshima, classificando a tecnologia como central para a era da inteligência artificial.
A nova expansão no Japão deve ajudar a Micron a melhorar a eficiência energética e a velocidade de transmissão dos chips usados em serviços de IA e veículos autônomos.
Somando recursos para pesquisa, desenvolvimento e produção, o governo japonês já reservou cerca de ¥775 bilhões para apoiar a empresa americana.
Micron é única fabricante de DRAM no Japão
O ministro da Indústria, Ryosei Akazawa, afirmou que o apoio à Micron tem grande importância para o Japão, já que a empresa é atualmente a única fabricante de DRAM dentro do país.
Ele também indicou que o governo está disposto a apoiar outras fabricantes estrangeiras que queiram construir unidades no Japão.
Desde 2021, o governo japonês vem destinando dezenas de bilhões de dólares para semicondutores e inteligência artificial, setores considerados estratégicos para a segurança econômica e nacional.
A Micron assumiu a fábrica de Hiroshima em 2013, após adquirir a fabricante japonesa Elpida Memory, que havia falido. Atualmente, cerca de 80% dos materiais usados pela unidade de Hiroshima são fornecidos por empresas japonesas, reforçando o papel do país na cadeia global de semicondutores.
Fonte: JT



