O número de dias com “forte radiação UV” aumentou aproximadamente 2,5 vezes em 35 anos. Embora a exposição excessiva represente riscos, a falta de sol também tem efeitos negativos. Afinal, o que é “tomar sol adequadamente” para proteger a sua saúde?
A radiação ultravioleta (UV), que exige cautela mesmo durante as estações mais chuvosas, está aumentando — e o crescimento dos dias com raios UV “muito fortes” serve de alerta.
Para nos ajudar, a Agência de Meteorologia do Japão (AMJ) publica informações diárias sobre o tema. Os dados são atualizados de hora em hora e divididos em 13 níveis de intensidade.
Níveis da radiação ultravioleta
Atenção especial é necessária nos níveis 8 ou superiores, considerados “muito fortes” e “extremamente fortes”. Nesses cenários, o ideal é evitar sair ao ar livre o máximo possível. O problema é que esses dias extremos estão se tornando mais comuns.
Segundo dados da cidade de Tsukuba (Ibaraki), em 1990 — quando as medições começaram —, a região registrava 27 dias por ano com radiação nível 8 ou superior. A projeção para 2025 é que esse número salte para 70 dias anuais. Ou seja, um aumento de quase 2,5 vezes em 35 anos.
A razão para isso? O pesquisador sênior Hideaki Nakajima, do Instituto Nacional de Estudos Ambientais, explica: “A quantidade de radiação UV pode estar aumentando devido à melhoria no controle da poluição do ar”.
No passado, a atmosfera concentrava muitos poluentes. Partículas finas (como a PM2,5) absorviam e refletiam os raios solares. Com a melhora na qualidade do ar e a redução dessas partículas, o caminho ficou livre para que os raios UV atinjam a superfície da Terra com mais intensidade.
Radiação na medida certa
Ainda assim, fugir completamente do sol é um erro. É claro que o excesso acelera o envelhecimento, causa manchas, sardas, catarata e aumenta o risco de câncer de pele. Por outro lado, a falta de sol gera deficiência de vitamina D.
A radiação UV é essencial para que o corpo produza essa vitamina, que atua diretamente na absorção de cálcio e no fortalecimento dos ossos.
Sem ela, o organismo fica vulnerável a problemas sérios, como o raquitismo em crianças e a osteoporose em adultos. Por isso, o pesquisador reforça: “O segredo é buscar uma exposição moderada”.
O grande dilema é que o protetor solar bloqueia totalmente os raios UV. Para garantir a dose necessária de vitamina D, o ideal é se expor um pouco sem o produto.
Tempo de exposição ao sol
De acordo com o Instituto Nacional de Estudos Ambientais (NIES), existe um tempo diário ideal para isso, variando conforme a estação e as roupas que você veste:
- No verão: de 10 a 30 minutos (se estiver de calça e manga comprida). Caso use shorts e camiseta curta, apenas 5 minutos já bastam.
- No inverno: de 40 minutos a 2 horas.
Vale o aviso: não adianta ficar na sala. O vidro das janelas bloqueia justamente os raios que ajudam a sintetizar a vitamina D. Para fazer efeito, o banho de sol precisa ser ao ar livre.
Embora o sol pareça o vilão da vez, o equilíbrio é a palavra-chave. A professora Makiko Nakamuro, economista da educação na Universidade Keio, traz outro dado importante: pesquisas recentes mostram que a luz natural ajuda a prevenir a miopia em crianças.
Em países como a China, o momento de brincar ao ar livre tornou-se até obrigatório nas escolas por conta disso.
Se você quer encontrar o meio-termo perfeito, a tecnologia pode ajudar. Já existem sites que calculam o tempo ideal de exposição em tempo real.
Em 29 de junho de 2026, por exemplo, o relatório da estação meteorológica de Yokohama recomendou exatamente 15 minutos de sol por volta do meio-dia para garantir a saúde, alertando que passar de 43 minutos causaria queimaduras.
Fonte: JNN 


