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Cotidiano

Perigos do verão: erros que podem colocar crianças em risco no Japão

O verão japonês traz riscos que podem passar despercebidos, como insolação dentro de casa, afogamentos silenciosos e queimaduras em brinquedos aquecidos. Medidas simples podem proteger as crianças.

PM

Portal Mie - Editorial

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Verão no Japão pede cuidados extras. Veja como evitar insolação, queimaduras em brinquedos e perigos em ambientes aquáticos com as crianças.
Verão no Japão pede cuidados extras. Veja como evitar insolação, queimaduras em brinquedos e perigos em ambientes aquáticos com as crianças. (PM)

O verão no Japão coincide com as férias escolares e aumenta a procura por parques, piscinas, praias e passeios em família.

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Entretanto, as temperaturas elevadas e a forte umidade exigem cuidados redobrados com as crianças, que são mais vulneráveis à insolação, aos acidentes na água e ao rápido aquecimento do interior dos veículos.

Crianças pequenas têm mais dificuldade para controlar a temperatura corporal e nem sempre conseguem perceber ou explicar que estão com sede, tontura ou mal-estar.

Por terem menor estatura, também ficam mais próximas do asfalto e de outras superfícies que irradiam calor. Por isso, os responsáveis devem observar constantemente o comportamento dos menores, inclusive durante brincadeiras aparentemente tranquilas.

Antes de sair de casa, é importante consultar a previsão do tempo, o alerta de insolação e o índice de calor WBGT divulgado pelo Ministério do Meio Ambiente.

Quando o WBGT chega a 31, a recomendação é suspender atividades físicas, principalmente no caso de crianças. Mesmo em níveis mais baixos, devem ser feitas pausas frequentes, com hidratação e descanso em locais frescos.

Hidratação deve começar antes da sede

Água deve ser oferecida regularmente, sem esperar que a criança peça. Em atividades com muita transpiração, pode ser necessário repor também sais minerais, de acordo com a idade e as condições de saúde.

Roupas leves, claras e respiráveis, além de boné ou chapéu, ajudam a reduzir a exposição, mas não substituem a necessidade de sombra, ar-condicionado e períodos de descanso.

Dor de cabeça, tontura, náusea, fraqueza, irritabilidade, suor intenso e dificuldade para caminhar podem indicar insolação. A criança deve ser levada imediatamente para um local fresco, ter as roupas afrouxadas e o corpo resfriado.

Caso esteja consciente e consiga engolir normalmente, a água pode ser oferecida aos poucos.

Alteração da consciência, convulsões, desmaio ou incapacidade de beber são sinais de emergência. Nessas situações, os responsáveis devem ligar para o 119. Não se deve forçar líquidos em uma criança inconsciente ou com dificuldade para engolir.

A insolação também pode ocorrer dentro de casa quando o ambiente está quente, úmido e sem ventilação adequada.

Criança nunca deve ficar sozinha no carro

Durante o verão, a temperatura dentro de um veículo pode subir rapidamente, mesmo quando o carro está estacionado na sombra. A orientação da Agência para Crianças e Famílias é clara: nenhuma criança deve ser deixada sozinha no veículo, nem por poucos minutos.

O cuidado também vale quando o menor está dormindo ou quando o responsável acredita que retornará rapidamente. Deixar uma janela parcialmente aberta não impede que a temperatura interna alcance níveis perigosos.

Antes de fechar o carro, é importante verificar todos os bancos e confirmar que nenhuma criança permaneceu no interior.

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Caso uma pessoa encontre uma criança sozinha dentro de um veículo em um dia quente, deve acionar imediatamente a polícia e o Corpo de Bombeiros. A exposição ao calor em um espaço fechado pode provocar perda de consciência e colocar a vida da criança em risco em pouco tempo.

Supervisão constante em piscinas, praias e rios

Na água, boias, coletes e brinquedos infláveis não substituem a presença de um adulto. Crianças podem se afogar rapidamente e, muitas vezes, sem gritar ou fazer movimentos facilmente perceptíveis. O responsável deve permanecer próximo, sem se distrair com o celular, conversas ou outras atividades.

Em piscinas, é necessário verificar a profundidade, respeitar as regras do local e evitar corridas em pisos molhados. Em praias, os banhistas devem permanecer nas áreas autorizadas e observar as bandeiras e orientações dos salva-vidas.

Nos rios, é preciso considerar que o nível da água pode subir repentinamente devido a chuvas registradas em regiões distantes.

O colete salva-vidas deve ter tamanho adequado e permanecer corretamente preso ao corpo.

Também é importante retirar a criança da água regularmente para hidratação, aplicação de protetor solar e descanso, pois o contato com a água pode fazer com que o calor e o cansaço passem despercebidos.

Cuidados com alimentos e brinquedos aquecidos

Bentôs, sanduíches, carnes, ovos e frutas cortadas não devem permanecer por longos períodos fora da refrigeração. Nos passeios, a recomendação é utilizar bolsa térmica com gelo reutilizável e consumir os alimentos o mais rapidamente possível.

Parques também podem apresentar riscos menos evidentes. Escorregadores, bancos, estruturas metálicas e pisos emborrachados podem ficar extremamente quentes sob o sol. Antes de permitir que a criança utilize o brinquedo, o adulto deve tocar a superfície e verificar se há risco de queimadura.

Com planejamento, supervisão constante e atenção aos alertas oficiais, é possível aproveitar as férias de verão com mais segurança. Água, pausas em ambientes refrigerados, proteção solar e vigilância próxima devem fazer parte de todos os passeios com crianças durante os meses mais quentes do Japão.

Fontes: Agência para Crianças e Famílias do Japão, Ministério do Meio Ambiente e Agência de Gestão de Incêndios e Desastres.

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