Em um número recorde de lares japoneses que prestam cuidados dentro de casa, tanto a pessoa assistida quanto o cuidador principal têm 75 anos ou mais, segundo dados divulgados pelo governo.
Em 2025, essa situação foi registrada em 37,1% das famílias com cuidados domiciliares. O índice aumentou 1,4 ponto percentual em relação à pesquisa anterior, realizada em 2022, e é quase o dobro dos 18,7% observados em 2001.
O levantamento do Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar também mostrou que o número de pessoas com 65 anos ou mais vivendo sozinhas atingiu um recorde, ultrapassando 9,33 milhões.
Envelhecimento aumenta pressão sobre cuidadores
O Japão enfrenta uma pressão crescente sobre o sistema de cuidados, à medida que a geração do baby boom do pós-guerra, formada por pessoas nascidas entre 1947 e 1949, avança para o fim da faixa dos 70 anos.
Em 61,9% dos lares com atendimento domiciliar, tanto o cuidador quanto a pessoa assistida tinham 65 anos ou mais, queda de 1,6 ponto percentual em relação a 2022.
As autoridades demonstram preocupação com o aumento da sobrecarga sobre cuidadores idosos, especialmente quando a condição da pessoa assistida piora ou quando o próprio cuidador desenvolve demência ou outros problemas de saúde. O crescimento do isolamento social entre idosos que vivem sozinhos também é apontado como um dos principais desafios do país.
Fonte: The Star



