Um russo apontado por serviços de inteligência ocidentais como agente da inteligência militar da Rússia deixou o Japão depois que suas atividades foram reveladas por uma investigação jornalística internacional.
Maksim Vladimirovich Filchenkov, de 49 anos, trabalhava oficialmente no Japão como funcionário da companhia aérea estatal russa Aeroflot.
Segundo uma investigação do New York Times, ele seria um oficial de carreira do GRU, serviço de inteligência militar russo, ligado a uma unidade clandestina envolvida na obtenção de tecnologias que podem ser usadas na produção de armamentos.
A saída de Filchenkov do país teria ocorrido depois da publicação da investigação, em 12 de julho. A informação foi inicialmente divulgada pela imprensa japonesa e posteriormente confirmada ao jornal americano por uma autoridade de inteligência da Ucrânia, que falou sob condição de anonimato.
Operação teria buscado tecnologia produzida no Japão
Segundo a investigação, Filchenkov teria estabelecido contatos com empresas de logística para facilitar o envio de equipamentos e componentes tecnológicos do Japão à Rússia, inclusive por meio de terceiros países.
Autoridades ucranianas afirmam que componentes de origem japonesa continuam sendo encontrados em mísseis e drones russos, apesar das restrições de exportação e das sanções impostas desde a invasão da Ucrânia.
O governo japonês não confirmou publicamente as acusações específicas contra Filchenkov.
O caso reacendeu discussões sobre a capacidade do Japão combater operações de espionagem estrangeira e impedir o desvio de tecnologias de uso civil para fins militares.
O país vem reforçando sua cooperação com a Ucrânia e aliados ocidentais e, em maio, decidiu enviar quatro integrantes das Forças de Autodefesa para a estrutura da OTAN responsável por coordenar assistência de segurança e treinamento à Ucrânia.
Fonte: JT



