Casos de coqueluche disparam no Japão com mais de 31 mil registros
Japão registra surto de coqueluche com mais de 31 mil casos em 2025, superando recorde de 2019. Autoridades alertam sobre alta contagiosidade, especialmente perigosa para bebês.

Japão enfrenta surto alarmante de coqueluche (ilustrativa/banco de imagens)
Mais de 31 mil pessoas foram diagnosticadas com coqueluche neste ano no Japão, um aumento quase 8 vezes maior em relação ao ano passado que já ultrapassou o número recorde anual registrado em 2019, conforme dados de um instituto nacional de pesquisa em saúde mostrados na terça-feira.
As autoridades de saúde japonesas estão alertando o público sobre a infecção bacteriana altamente contagiosa que causa ataques de tosse severa, considerada por especialistas como mais perigosa em bebês e podendo resultar em morte nesse grupo etário.
De acordo com dados preliminares divulgados pelo Instituto Japonês para Segurança em Saúde, um total de 31.966 casos foram detectados em todo o país desde o início do ano, com 2.970 pacientes relatados na semana encerrada em 15 de junho.
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Na semana anterior, os casos semanais ultrapassaram 3 mil pela primeira vez desde 2018, quando os dados comparáveis se tornaram disponíveis.
Para fins de comparação, o número total de casos no ano passado foi de cerca de 4 mil, e os 16.845 casos registrados em 2019 foram o recorde para um ano.
Muitos dos pacientes têm 19 anos ou menos, e persistem preocupações de que os bebês possam contrair a doença de seus irmãos mais velhos em casa.
A coqueluche se espalha facilmente de pessoa para pessoa principalmente através de gotículas produzidas por tosses ou espirros.
Os primeiros sintomas geralmente aparecem de 7 a 10 dias após a infecção, como febre leve e coriza, seguidos por uma tosse persistente e um som característico ao respirar, segundo a Organização Mundial da Saúde.
A pneumonia é uma complicação relativamente comum, e convulsões e doenças cerebrais ocasionalmente ocorrem, de acordo com a OMS. Antibióticos são usados no tratamento da infecção, afirma a organização.
Fonte: Japan Times







