Duas jogadoras brasileiras que pertenciam ao Diosa Izumo FC, um clube da segunda divisão da Liga Nadeshiko, entraram com uma ação judicial contra o clube e o técnico, pedindo indenização, alegando que foram vítimas de assédio sexual e abuso de poder pelo técnico, o que as deixou em estado de depressão.
Embora as duas jogadoras brasileiras – Laura Spenazzatto e Thays Ferrer – já tenham deixado o clube depois de quase 3 anos, em dezembro do ano passado, Yudai Fujizuka, o advogado que as representa, moveu uma ação na sucursal de Izumo do Tribunal Distrital de Matsue (Shimane).
Junto com o advogado, participaram de uma coletiva de imprensa online, na cidade de Izumo, na segunda-feira (9).
Alegam que foram assediadas sexualmente pelo técnico Yoji Sakai, que repetidamente fazia comentários sexualmente explícitos em português quando cometiam erros durante as partidas ou treinos.
Além disso, o clube deveria providenciar um intérprete, mas isso não foi feito na maior parte do tempo, e quando as duas jogadoras pediram à equipe para melhorar a situação, a diretoria teria feito comentários de que não participariam das partidas, o que constitui assédio moral.
As duas jogadoras foram diagnosticadas com depressão após um exame médico e estão pedindo 3,4 milhões de ienes de indenização ao clube e ao técnico.
“Senti que não seria mais capaz de jogar o futebol que amo. Espero que tomem a decisão certa”, disse a jogadora Laura.
“Espero que a lei seja aplicada de forma justa no Japão, independentemente se as partes são estrangeiras ou não”, disse a jogadora Laura.
Por outro lado, tanto o clube quanto o técnico, através dos respectivos advogados, disseram que “não podemos comentar, pois não recebemos a reclamação”.
Recentemente, o comitê de arbitragem da Associação Japonesa de Futebol decidiu que “nenhuma ação disciplinar será tomada” contra o técnico Sakai. Ou seja, o considerou impune.
Fontes: NHK, TSK e JNN 


