Câmbio em dose dupla: o nó nos EUA e o alívio no Real
| Economia
O mercado de câmbio está muito volátil nos últimos dias, pelos acontecimentos nos EUA e pelo resultado das eleições no Japão, impactando nas remessas.

Foto ilustrativa (PM)
O mercado financeiro global viveu um dia de “cabo de guerra” na quarta-feira (11), com o câmbio. O gatilho foi a divulgação dos dados de emprego dos EUA, que vieram mais fortes do que o esperado, criando um cenário de extrema volatilidade tanto para o iene quanto para o real.
O “efeito gangorra” no Japão
Logo após os dados americanos mostrarem que o mercado de trabalho nos EUA ainda está aquecido, o dólar deu um salto, empurrando o iene para a casa dos ¥154.
O movimento não durou muito. Investidores aproveitaram o pico para realizar lucros, vendendo dólares e recomprando ienes, o que fez a moeda japonesa recuperar fôlego e tocar a faixa de ¥152.
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O que isso significa? O mercado de câmbio está “nervoso”. Qualquer dado vindo dos EUA agora altera drasticamente o valor do iene em questão de minutos.
Dólar no Brasil: o menor patamar em quase 2 anos
Enquanto o iene oscilava no mercado de câmbio japonês, o Real brasileiro respirava aliviado. O dólar caiu para R$ 5,18, o menor valor registrado desde maio de 2024.
Esse recuo global do dólar é reflexo de uma reavaliação dos investidores sobre onde colocar seu dinheiro com mais segurança e rentabilidade.
Câmbio e o impacto nas remessas
Para a comunidade brasileira, o que importa é o “poder de envio“. Com as cotações atuais (considerando o câmbio médio e o Real mais valorizado), veja como fica a sua remessa:
- Para enviar ¥10 mil: além das taxas, o destinatário recebe R$ 338,65
- 1 salário mínimo: para garantir que sua família receba o valor de um salário mínimo brasileiro (R$ 1.621,00), você precisará desembolsar cerca de ¥47.867 mais taxas
Para ter uma ideia do impacto do câmbio, ¥50 mil em janeiro valiam R$ 1.780,00 e em fevereiro, R$ 1.693,25 (diferença de – R$ 86,75). Com o Real mais forte (cotado a R$ 5,18), você precisa de mais ienes para enviar a mesma quantia em reais do que precisava há um mês.
Dica de ouro
Em dias de alta volatilidade como agora, as taxas das operadoras de remessa podem mudar várias vezes ao dia. Se o dólar cair mais um pouco no Brasil, o seu iene valerá “menos reais” na conversão. Fique de olho!
Fontes: JNN, FNN e NHK






