O Japão fez história ao aprovar tratamentos inovadores com células-tronco para a doença de Parkinson e insuficiência cardíaca grave, conforme anunciado por uma das empresas fabricantes e reportagens da mídia na sexta-feira (6).
Essas terapias, que representam um avanço mundial, devem estar disponíveis para os pacientes em questão de meses.
A farmacêutica Sumitomo Pharma confirmou ter recebido a aprovação para a fabricação e venda do Amchepry, seu tratamento para a doença de Parkinson que envolve o transplante de células-tronco no cérebro do paciente.
Novas terapias e a tecnologia IPS
Paralelamente, o Ministério da Saúde do Japão também deu o aval ao ReHeart, lâminas de músculo cardíaco desenvolvidas pela startup médica Cuorips, projetadas para auxiliar na formação de novos vasos sanguíneos e restaurar a função cardíaca.
Esses produtos são os primeiros no mundo a utilizar comercialmente as células-tronco pluripotentes induzidas (iPS), uma tecnologia pela qual o cientista japonês Shinya Yamanaka foi laureado com o Prêmio Nobel em 2012.
As células iPS têm a notável capacidade de se desenvolver em qualquer tipo de célula do corpo, abrindo um vasto campo para a medicina regenerativa.
Compromisso governamental e aprovação ágil
O ministro da Saúde, Kenichiro Ueno, expressou otimismo em uma coletiva de imprensa: “Espero que isso traga alívio aos pacientes não apenas no Japão, mas em todo o mundo. Realizaremos prontamente todos os procedimentos necessários para garantir que chegue a todos os pacientes sem falhas”.
A aprovação para o Amchepry, concedida à Sumitomo Pharma, é descrita como”condicional e com prazo limitado”, um sistema projetado para agilizar a disponibilização desses produtos aos pacientes.
A doença de Parkinson é um distúrbio neurológico crônico e degenerativo que afeta o sistema motor do corpo, frequentemente causando tremores e outras dificuldades de movimento.
Impacto global e o futuro do tratamento
Globalmente, cerca de 10 milhões de pessoas sofrem da doença, segundo a Parkinson’s Foundation. As terapias atualmente disponíveis “melhoram os sintomas sem retardar ou interromper a progressão da doença”, afirma a fundação.
As células iPS são criadas estimulando células maduras e já especializadas a retornar a um estado juvenil, essencialmente uma forma de clonagem sem a necessidade de um embrião, e sua aplicação é um setor chave da pesquisa médica.
Fonte: JT



