O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enfatizou, na manhã de sexta-feira (6), horário de Washington, que qualquer acordo com o Irã deve resultar na “rendição incondicional” do país, estabelecendo objetivos de guerra maximalistas para os Estados Unidos.
As declarações de Trump em sua plataforma Truth Social, rejeitam a perspectiva de um acordo, mesmo com a confirmação iraniana de que haverá mediação diplomática para pôr fim ao conflito.
“Depois disso, e da escolha de um(s) GRANDE(S) e ACEITÁVEL(IS) Líder(es), nós, e muitos de nossos maravilhosos e corajosos aliados e parceiros, trabalharemos incansavelmente para trazer o Irã de volta da beira da destruição, tornando-o economicamente maior, melhor e mais forte do que nunca”, diz o texto de Trump.
Irã continua preparado para se defender
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, havia dito anteriormente que alguns países estão se engajando em esforços de mediação para encerrar a Operação Epic Fury, enfatizando que seu país está comprometido com a paz na região, mas preparado para se defender.
“A mediação deve abordar aqueles que subestimaram o povo iraniano e deflagraram este conflito”, disse Pezeshkian em uma declaração nas redes sociais.
Conflito em todo Oriente Médio
O conflito se espalhou pelo Oriente Médio, desencadeando ataques iranianos em todo o Golfo e uma guerra entre o Hezbollah e Israel, resultando em uma crise de deslocamento em massa no Líbano.
O Irã tem lançado mísseis e drones contra interesses e ativos de Israel e dos Estados Unidos em toda a região. As forças do Irã também têm como alvo infraestruturas de energia e civis nos países do Golfo, tensionando as relações com o mundo árabe.
A ofensiva fechou o Estreito de Ormuz, fazendo com que os preços do petróleo disparassem globalmente.
Esse conflito já matou pelo menos 1.332 pessoas no Irã, entre elas 181 crianças, segundo a UNICEF.
Fontes: NHK e Al Jazeera 


