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Terremoto no Japão: onda de notícias falsas inunda redes sociais

Após um terremoto de magnitude 7,7 no nordeste do Japão, redes sociais foram inundadas por desinformação, incluindo teorias de 'terremoto artificial' e vídeos falsos.

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Konishi Sangyo - Empregos no Japão
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Japão: terremoto e a inundação de teorias da conspiração online
Japão: terremoto e a inundação de teorias da conspiração online (imagem ilustrativa/PM)

Após o terremoto de magnitude 7,7 na escala Richter que atingiu o nordeste do Japão na segunda-feira (20), as plataformas de redes sociais foram inundadas por uma onda de desinformação.

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Apesar de o tremor ter alcançado uma intensidade sísmica significativa de 5+ na escala japonesa na província de Aomori, o discurso online foi rapidamente desviado por alegações infundadas.

Muitos usuários no X aproveitaram o caos para disseminar teorias da conspiração, sugerindo principalmente que o evento natural seria um “terremoto artificial” intencionalmente provocado por atividade humana.

O papel da JAMSTEC e o alcance dos rumores

Um alvo específico desses rumores foi o navio de perfuração em águas profundas Chikyu, operado pela Agência Japonesa para Ciência e Tecnologia Marítimo-Terrestre (JAMSTEC). Usuários afirmaram falsamente que a perfuração de pesquisa na costa de Hokkaido foi responsável pelo tremor.

No entanto, a JAMSTEC foi forçada a desmentir publicamente essas afirmações, esclarecendo que a perfuração de pesquisa não possui a escala ou capacidade para influenciar os movimentos geológicos massivos que causam grandes terremotos.

O epicentro real do sismo foi localizado na costa de Sanriku, e não onde o Chikyu estava operando.

A análise de dados revelou a dimensão dessa campanha de desinformação digital, com menções a “terremotos artificiais” superando 6.000 publicações em 24 horas após o evento.

IA generativa e previsões cientificamente impossíveis

Surpreendentemente, apenas uma pequena fração dessas postagens tinha a intenção de alertar outros sobre a narrativa falsa, enquanto a maioria contribuía para a confusão.

Além disso, contas em plataformas como o Threads ganharam engajamento significativo ao postar previsões vagas e não científicas do terremoto dias antes de ele ocorrer, capitalizando a ansiedade elevada do público.

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A disseminação de conteúdo falso não se limitou a textos. A inteligência artificial generativa desempenhou um papel em enganar o público no TikTok, com vídeos realistas, mas completamente fabricados, mostrando pessoas fugindo de edifícios desabados.

Isso levou o aplicativo a emitir avisos, incentivando os usuários a verificar os fatos com fontes confiáveis.

A Agência de Meteorologia do Japão também lembrou ao público que prever com precisão a data e a hora específicas de um terremoto permanece cientificamente impossível com a tecnologia atual.

Orientações de especialistas para emergências

Especialistas enfatizam que o período imediatamente após um desastre natural é quando as pessoas estão mais vulneráveis a acreditar e compartilhar informações não verificadas devido ao alto nível de estresse.

O professor associado Shosuke Sato, da Universidade de Tohoku, aconselhou que os cidadãos devem priorizar a obtenção de notícias de sites oficiais do governo e de organizações públicas.

Para evitar as armadilhas psicológicas e logísticas da desinformação, especialistas sugerem que manter distância das redes sociais durante emergências ativas é frequentemente o curso de ação mais seguro.

Fonte: JT

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