O furto de hidrômetros residenciais tornou-se um problema generalizado em todo o Japão, impulsionado principalmente pela alta global no preço do cobre.
Como esses dispositivos pesam cerca de 2 kg e contêm uma quantidade significativa de liga de cobre, tornaram-se alvos lucrativos para criminosos que buscam lucros rápidos.
Atualmente, um único hidrômetro furtado pode ser revendido por aproximadamente 1.800 a 2.000 ienes, criando um forte incentivo financeiro, apesar do valor individual relativamente baixo das unidades.
As autoridades observaram que os criminosos visam especificamente apartamentos vazios em complexos habitacionais públicos e edifícios para minimizar o risco de serem flagrados.
Apenas na província de Shizuoka, quase 450 hidrômetros foram furtados em um período de dois meses, sendo que a maioria dos casos só foi descoberta após a ocorrência de vazamentos de água.
Como essas unidades estão desocupadas, os furtos frequentemente passam despercebidos por longos períodos, permitindo que os infratores circulem pelos edifícios de forma eficiente e sem serem detectados por vizinhos ou pela administração.
Desafios para a segurança pública
A facilidade técnica e a rapidez desses crimes apresentam um grande desafio para as forças policiais e governos locais.
Um ladrão experiente pode remover um hidrômetro em menos de 1 minuto usando ferramentas básicas, como uma chave inglesa, para soltar as porcas. Essa eficiência resultou em grandes prejuízos em várias regiões:
- Mais de 1.300 hidrômetros foram furtados de uma única estação de tratamento de água na província de Yamaguchi.
- Dezenas de unidades foram sistematicamente removidas de prédios de apartamentos em Tóquio e Kanagawa.
Apesar do aumento das patrulhas e dos avisos emitidos aos comerciantes de sucata, as autoridades admitem que contramedidas eficazes são difíceis de implementar.
A natureza vasta e descentralizada da infraestrutura de água torna o monitoramento constante de cada propriedade quase impossível.
Embora algumas prisões tenham sido efetuadas, muitos municípios limitam-se a medidas preventivas básicas, como o reforço das inspeções durante as leituras de rotina e o apelo ao público para que permaneça vigilante contra atividades suspeitas.
Fonte: JT



