O Ministério da Economia, Comércio e Indústria (METI) do Japão anunciou que um navio transportando petróleo bruto do Azerbaijão tem previsão de chegada para esta terça-feira (12).
Esta é a primeira carga de petróleo recebida da Ásia Central desde que a guerra com o Irã teve início em fevereiro.
Antes do conflito entre os Estados Unidos, Israel e Irã, o Japão dependia do Oriente Médio para cerca de 95% de suas importações de petróleo bruto.
A retaliação do Irã, que resultou no fechamento da maior parte do tráfego de navios pelo Estreito de Hormuz, reduziu drasticamente esses embarques, forçando o país a buscar fontes alternativas de suprimento.
As refinarias japonesas foram projetadas majoritariamente para processar o petróleo do Golfo, visando atender à crescente demanda por combustível durante a expansão econômica do pós-guerra.
Narumi Hosokawa, vice-diretor geral para gestão de crises imediatas do METI, explicou aos repórteres que, embora o Japão já tenha importado petróleo do Azerbaijão anteriormente, esta carga que chega a Yokohama (Kanagawa) com destino à Eneos é a primeira desde o início do conflito atual.
Estratégias de suprimento e estoques
Além do Azerbaijão, o Japão tem buscado outras fontes, incluindo os Estados Unidos e uma carga de petróleo bruto do projeto Sakhalin-2, da Rússia, que foi isenta de sanções.
Vale lembrar que o Japão interrompeu a maior parte das importações de petróleo russo e aderiu às sanções após a invasão da Ucrânia por Moscou em 2022.
Para lidar com a escassez vinda do Oriente Médio, o Japão também abriu seus estoques de petróleo:
- Em 16 de março, liberou o equivalente a 50 dias de consumo.
- Posteriormente, adicionou cerca de 5 dias de consumo provenientes de estoques conjuntos.
- A partir de 1º de maio, utilizou mais 20 dias de reserva.
Segundo dados do METI, até o dia 8 de maio, o Japão mantinha 205 dias de consumo de petróleo em seus estoques, distribuídos da seguinte forma:
- 121 dias em estoques públicos.
- 83 dias em estoques privados.
- 1 dia em estoques conjuntos com nações produtoras de petróleo.
Fonte: Arab News



