O Tribunal Distrital de Nagoia (Aichi) sentenciou, na segunda-feira (15), um ex-professor de uma escola primária em Yokohama (Kanagawa) a oito anos de prisão.
O réu foi condenado por compartilhar imagens de voyeurismo envolvendo alunas em um grupo de mensagens privado composto por docentes.
De acordo com os documentos da acusação, Fumiya Kosemura, de 38 anos, fotografou secretamente alunas de roupas íntimas em uma escola primária em Yokohama entre fevereiro de 2024 e junho do ano passado, distribuindo o material no grupo.
Ele também gravou vídeos cometendo atos indecentes com uma das vítimas, produzindo material de abuso sexual infantil.
Detalhes da sentença e impacto nas vítimas
O juiz presidente Motoi Ebihara afirmou que Kosemura fotografou secretamente 16 crianças, totalizando 18 incidentes na escola onde trabalhava. O magistrado destacou: “Não podemos ignorar como isso afetará o desenvolvimento físico e mental delas no futuro”.
A defesa solicitou uma sentença mais branda, alegando que o réu foi diagnosticado com transtorno parafílico e estava em tratamento. Contudo, o juiz rejeitou o argumento, declarando que “as circunstâncias não justificam um grau menor de responsabilidade ou condenação”.
Ao todo, sete professores de cinco províncias — Hokkaido, Tóquio, Kanagawa, Aichi e Okayama — foram presos e indiciados em relação ao grupo. Cinco deles já haviam sido considerados culpados antes do desfecho do caso de Kosemura.
Segundo a Polícia da Província de Aichi, pelo menos 135 crianças foram identificadas como vítimas.
Origem da investigação e outros envolvidos
A existência do grupo veio à tona após a prisão de Shota Suito, de 35 anos, ex-professor de uma escola primária em Nagoia. Investigadores identificaram Kosemura e outros membros através de dados de localização dos vídeos.
No início deste mês, o Tribunal Distrital de Nagoia condenou Suito a três anos e seis meses de prisão por crimes que incluem a posse de imagens de meninas nuas criadas por inteligência artificial generativa.
Foi a primeira vez no Japão que a lei contra prostituição e pornografia infantil foi aplicada à posse de deepfakes sexuais.
- Suito também compartilhou vídeos de três alunas trocando de roupa.
- O réu foi acusado de derramar fluidos na flauta doce e na merenda escolar de uma aluna.
Fonte: JT



