Uma trágica colisão no ar entre dois helicópteros abalou a Zona Oeste do Rio de Janeiro no último domingo (14), agora investigada pela Anac.
O acidente ocorreu sobre o bairro Recreio dos Bandeirantes e resultou na morte de todas as seis pessoas a bordo das duas aeronaves.
Os destroços caíram em um pátio de veículos na Avenida das Américas, atingindo cerca de 20 carros elétricos da marca BYD.
O incêndio gerado foi intensificado e tornou-se mais agressivo devido às baterias de lítio dos automóveis, exigindo um trabalho complexo do Corpo de Bombeiros para a contenção das chamas.
A primeira aeronave, de prefixo PP-MAC, seguia em direção a Angra dos Reis transportando 5 pessoas.
Entre as vítimas fatais deste aparelho estão o piloto Alexandre Souza e quatro passageiros: o renomado cantor e produtor musical norte-americano Oliver Tree, de 32 anos — famoso globalmente por hits eletrônicos como Life Goes On —; o conhecido youtuber argentino Gaspar Prim Díaz, o “Gaspi”; o cineasta argentino Lucas Vignale e o produtor musical Lucas Brito Chaves.
O segundo helicóptero, de prefixo PR-DJJ, tinha como destino a região serrana fluminense e era tripulado apenas pelo piloto Charles Marsillac, que também não sobreviveu.
O prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere, manifestou publicamente seu pesar, destacando que ambos os pilotos eram profissionais altamente experientes e com longas carreiras na aviação.
Cantor previa sua morte?
Segundo o site Rolling Stone, “semanas antes de morrer num acidente de helicóptero no Rio de Janeiro, Oliver Tree havia dado uma entrevista ao Zach Sang Show na qual explicou em detalhes para onde iria seu patrimônio após a morte.
A conversa, gravada em abril, ressurgiu com força depois desse acidente. “Minha família não vai receber um centavo. Se eu tiver esposa, filhos, o que for, não vão receber nada. Vou pagar a faculdade dos meus filhos, esse é o acordo, mas não vão ter colher de prata”, declarou o artista.
Investigações da rara colisão dos helicópteros no ar
Segundo informações da imprensa brasileira, no momento do acidente aéreo o céu estava limpo e com boa navegabilidade. Ainda não se sabe a causa.
Enquanto o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), órgão da Força Aérea Brasileira, lidera os trabalhos periciais para determinar os fatores técnicos e as causas dinâmicas da colisão, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) abriu uma apuração paralela de extrema gravidade.
A agência reguladora investiga a forte suspeita de prática de transporte irregular de passageiros — popularmente conhecido como táxi-aéreo clandestino — por parte do helicóptero PP-MAC.
De acordo com as normas vigentes, embora a documentação da aeronave estivesse regular e o piloto habilitado, o veículo possuía registro estritamente para uso privado. Isso significa que ele só poderia transportar o proprietário ou convidados de forma gratuita, sendo terminantemente proibida a exploração comercial ou remunerada do voo.
O diretor-presidente da Anac, Tiago Pereira Faierstein, confirmou que o órgão já havia recebido denúncias prévias sobre as operações irregulares daquele helicóptero e que a apuração em andamento busca comprovar o descumprimento da legislação.
Caso a infração seja confirmada, sanções administrativas severas serão aplicadas aos operadores do serviço clandestino.
Assista ao vídeo do momento da colisão à queda.
Fontes: NNN, Revista Oeste e Correio da Manhã 


