A polícia de Kobe (Hyogo) efetuou a prisão de uma mulher de 50 anos, residente do distrito de Chuo, sob a suspeita de abandono de cadáver.
A detenção ocorreu após a descoberta dos restos mortais esquartejados de seu ex-marido, que estavam escondidos dentro de um grande freezer em um apartamento.
Segundo informações divulgadas pela NHK nesta quarta-feira (24), Aki Mochizuki admitiu as alegações logo após ser detida.
Em depoimento, ela declarou: “Eu fiz uma coisa terrível, então não tenho desculpas“, sugerindo aos investigadores que também teria sido a responsável pela morte de Yutaka Nishiguchi.
Detalhes da investigação e cronologia
As autoridades apontam que o corpo permaneceu oculto no freezer desde aproximadamente 2012 até o dia 20 deste mês. Yutaka Nishiguchi era um antigo morador do imóvel onde o eletrodoméstico foi encontrado.
A descoberta macabra ocorreu no dia 20, e após uma rodada inicial de questionamentos, a própria Aki Mochizuki entrou em contato com as autoridades na noite de segunda-feira (22) para confessar seu envolvimento.
A perícia estima que a vítima tenha falecido por volta de dezembro de 2011.
Um detalhe que intriga os investigadores é que os registros oficiais indicam que o divórcio entre Aki Mochizuki e Yutaka Nishiguchi foi finalizado apenas em dezembro de 2012, cerca de um ano após a data estimada da morte.
Embora o prazo prescricional para o crime de abandono de cadáver seja geralmente de três anos no Japão, a polícia determinou que a acusação permanece válida. Os fundamentos legais incluem:
- A suspeita era legalmente casada com a vítima no momento do óbito.
- Existia uma obrigação legal por parte da ex-esposa de realizar um sepultamento adequado.
- Como a ocultação foi contínua e a obrigação não foi cumprida, o prazo de prescrição não expirou.
Atualmente, a polícia de Kobe aprofunda as investigações para esclarecer as circunstâncias exatas da morte de Yutaka Nishiguchi, focando nos indícios fornecidos pela suspeita de que ela teria cometido o homicídio.
Fonte: TR



