A província de Shizuoka iniciou um grupo de trabalho para avaliar a implementação de restrições obrigatórias para a escalada do Monte Fuji fora da temporada oficial.
A medida surge após uma série de ascensões imprudentes durante o período de fechamento da montanha, levando líderes locais a exigir controles de entrada mais rígidos e um sistema que obrigue os escaladores a arcarem com os custos de resgate.
Embora faltem mais de 20 dias para a abertura oficial da rota Fujinomiya, escaladores foram vistos no Monte Fuji na sexta-feira (19). Na quinta estação de Fujinomiya, pessoas foram flagradas entrando na montanha por uma estrada de tratores, ignorando o fechamento de inverno.
Debate sobre segurança e responsabilidade
O prefeito de Fujinomiya, Hidetada Sudo, tem se posicionado repetidamente contra as escaladas fora de temporada. “Acredito que precisamos criar uma regra proibindo a escalada do Monte Fuji durante o período de inverno”, declarou Sudo no dia 10 de abril.
O Monte Fuji durante o período de fechamento é perigoso devido às condições climáticas severas e à falta de operação dos refúgios de montanha.
Segundo a polícia provincial, 46 pessoas se envolveram em incidentes de socorro durante os períodos de fechamento entre 2021 e 2025, sem sinais de melhora no cenário.
O grupo de trabalho provincial realizou sua primeira reunião no dia 19 para discutir formas de conter a prática. “É necessário considerar isso sob uma ampla gama de perspectivas“, disse Fumihiko Oshima, alto funcionário do departamento de gestão de crises da província.
O grupo planeja examinar a introdução de medidas com força legal, incluindo restrições de entrada e a cobrança por operações de resgate.
Municípios ao redor do Monte Fuji solicitaram ao governo provincial um sistema eficaz para restringir o acesso e exigir que os escaladores arquem com os custos de helicópteros e outras operações. “Não queremos que as pessoas fiquem presas, nem que ocorram desastres secundários”, reforçou Sudo.
No entanto, Shizuoka aponta dificuldades na implementação de resgates pagos. Em Saitama, onde o sistema já existe, a cobrança é possível devido à separação de funções das aeronaves:
- Saitama possui três helicópteros de prevenção de desastres e três da polícia.
- Os helicópteros da polícia, que não podem cobrar por resgate, realizam buscas.
- Os helicópteros de prevenção de desastres realizam o resgate e podem cobrar taxas.
O custo médio de resgate em Saitama é de pouco menos de 100 mil ienes por operação. Em contraste, Shizuoka possui apenas um helicóptero de prevenção de desastres e coordena resgates com dois helicópteros policiais.
A adoção do modelo de Saitama exigiria um aumento na frota de aeronaves de prevenção ou uma mudança nas leis que regem as operações policiais, o que, segundo autoridades, representa um obstáculo elevado.
Fonte: NOJ, SBS



