O Japão enfrenta uma onda de fechamentos de postos de gasolina, com o número total de estabelecimentos caindo para a metade do registrado no pico de 1994.
O cenário é agravado por uma combinação de falta de sucessores para os negócios, envelhecimento das instalações e a crescente eficiência dos veículos modernos.
Impacto do petróleo e subsídios
A instabilidade geopolítica, especialmente a tensão envolvendo o Estreito de Ormuz e o conflito entre Estados Unidos e Irã, tem impactado diretamente o preço do petróleo.
Desde o dia 12 de julho, os preços futuros reagiram, atingindo no dia 17 de julho o valor de 82,47 dólares por barril, o maior patamar em um mês.
O governo japonês tem aplicado subsídios para conter a alta nos preços ao consumidor.
No entanto, o saldo disponível era de aproximadamente 380 bilhões de ienes no final do mês passado.
Considerando que em maio foram gastos cerca de 290 bilhões de ienes, estima-se que o fundo se esgote até setembro, gerando preocupações sobre um novo aumento nos preços nas bombas.
Mudança no consumo e tecnologia
Em Tóquio, o fechamento de postos é visível, com unidades encerrando atividades em locais movimentados, como em Azabu-juban, que fechou em maio.
A tecnologia é um fator determinante, conforme explica Dai Sato, gerente do posto Shin-Ene Hachimanyama SS:
- “Atualmente, cerca de metade dos clientes utiliza carros híbridos”.
- “A quantidade de combustível consumida mudou drasticamente em comparação a 20 anos atrás”.
- “A redução no consumo de gasolina é o fator mais difícil de enfrentar”.
Usuários confirmam que a maior eficiência dos veículos atuais reduziu a frequência com que precisam visitar os postos.
Apesar da queda no fluxo de clientes, Sato afirma que continuará focado em oferecer preços e serviços que tragam segurança aos motoristas, sejam eles profissionais ou de lazer, na tentativa de conter a redução da clientela.
Fonte: YH



