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Turismo & Lazer no Japão

Por que as praias estão fechando no Japão e como o turismo se reinventa

O número de praias no Japão despenca devido ao calor extremo e ao indesejado bronzeamento, além da mudança de gosto.

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Redação

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Unigran Japan 2026
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Japoneses evitam o sol e obrigam praias do país a se reinventarem.
Imagem ilustrativa (IA)

No Japão, o dia 20 de julho marca o Umi no Hi (Dia do Mar), feriado nacional que tradicionalmente dá o pontapé inicial na temporada de verão. No entanto, o clássico hábito de “ir à praia para nadar e tomar sol” está perdendo força no país. 

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Dados da Associação de Promoção do Turismo do Japão revelam uma queda drástica no número de praias ativas: na década de 1990, o arquipélago contava com mais de 1,3 mil locais abertos ao público na estação.

Nos últimos anos, esse número despencou para menos de mil, registrando apenas 966 locais.

Mas por que os japoneses estão deixando de ir à praia?

Diferente da cultura praiana de países tropicais, onde o bronzeado é valorizado, no Japão a busca pela preservação da pele contra os raios UV e o combate às queimaduras solares sempre foram muito fortes.

Soma-se a isso o agravamento das ondas de calor nos últimos anos. Com temperaturas extremas, as autoridades têm emitido constantes alertas para que a população evite exercícios e exposição prolongada ao ar livre como prevenção contra a insolação.

Além do fator climático, a diversificação das opções de entretenimento no país e o desaparecimento natural de algumas faixas de areia contribuíram para que as praias perdessem o apelo para as novas gerações.

O impacto econômico é severo. Na cidade de Sennan (Osaka), uma famosa praia que costumava receber cerca de 100 mil banhistas no seu auge viu esse número despencar para 30 mil no ano passado, o que forçou a prefeitura a encerrar as atividades do local neste ano.

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Reinvenção das praias: do banho de mar ao espaço gourmet e de luxo

Japoneses evitam o sol e obrigam praias do país a se reinventarem.
Foto ilustrativa (PM)

Para não verem seus litorais completamente desertos, várias regiões estão mudando a estratégia e transformando a experiência praiana. Em vez de focar apenas no banho de mar tradicional, a nova tendência é agregar valor e oferecer conforto, sombra e exclusividade.

Entre as principais transformações adotadas pelo setor de turismo no Japão estão:

  • Espaços de luxo e glamping: Instalação de tendas sofisticadas, sofás com sombra e estruturas comparáveis a resorts de alto padrão à beira-mar.
  • Gastronomia climatizada: Abertura de cafés e restaurantes estilosos e com ar-condicionado na areia, permitindo apreciar a vista para o oceano sem sofrer com o calor sufocante.
  • Eventos noturnos e esportivos: Foco em festivais de música, queima de fogos de artifício e atrações ao fim do dia, quando a temperatura cai.
  • Ambientes exclusivos: Áreas privadas direcionadas a pessoas que buscam tranquilidade e querem evitar grandes aglomerações.

Um exemplo bem-sucedido dessa transição ocorre na famosa praia de Shirahama, na província de Wakayama. Após a perda de uma de suas principais atrações turísticas — o retorno de seus emblemáticos pandas para a China —, o município investiu pesado na modernização da orla.

Com a criação de espaços gourmet climatizados e foco na gastronomia local de frutos do mar, a região continua atraindo visitantes que buscam admirar o mar com conforto, provando que, no Japão moderno, ir à praianão significa necessariamente entrar na água ou tomar sol.

Fonte: KTV

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