Um homem na faixa dos 70 anos, residente na província de Fukui, foi vítima de um golpe de falsos policiais e perdeu cerca de ¥101 milhões em criptomoedas. O caso foi anunciado pela Delegacia de Fukui na terça-feira (7) e está sendo investigado como fraude especial.
Segundo a polícia, o golpe começou em 29 de maio, quando a vítima recebeu uma ligação em seu telefone fixo de um homem que se passou por funcionário de uma empresa de telecomunicações. O criminoso disse que um promotor entraria em contato e conseguiu obter o número do celular do idoso.
Depois disso, homens que se apresentaram como promotor e policiais passaram a ligar para a vítima, afirmando que ela estava sob suspeita de envolvimento em um crime.
Para dar aparência de autenticidade ao golpe, os criminosos orientaram o homem a ir a uma loja de conveniência e imprimir documentos falsos na copiadora, incluindo um suposto termo de confidencialidade.
Criminosos ameaçaram bloquear os bens da vítima
Em contatos posteriores, os golpistas disseram que havia suspeita de venda ilegal de contas bancárias em nome da vítima. Também afirmaram que, se a situação continuasse, todos os seus ativos financeiros seriam confiscados. Com essas ameaças, o idoso acabou acreditando que estava lidando com autoridades reais.
Os criminosos ainda usaram a justificativa de uma suposta auditoria de cédulas e disseram que precisavam verificar o dinheiro das contas da vítima. Seguindo as instruções, o homem abriu contas em banco online e em serviço de criptomoedas.
Entre 19 e 26 de junho, a vítima realizou 22 transferências para endereços de criptomoedas indicados pelos golpistas, somando cerca de ¥101 milhões. O caso só veio à tona depois que o idoso percebeu algo estranho em um suposto recibo de depósito em dinheiro e procurou a Delegacia de Fukui.
Polícia alerta para falsos documentos e pedidos por criptomoedas
As autoridades reforçam que promotores e policiais verdadeiros não pedem transferência de dinheiro, abertura de contas, compra de criptomoedas nem envio de ativos digitais por telefone. Também não enviam documentos de investigação por copiadoras de lojas de conveniência ou fax.
A recomendação é desligar imediatamente chamadas suspeitas e consultar a polícia ou familiares antes de seguir qualquer orientação envolvendo dinheiro, contas bancárias, documentos judiciais ou criptomoedas.
Golpes que usam nomes de órgãos públicos, promotores e policiais têm se tornado cada vez mais sofisticados no Japão.
Fonte: Fukui Shimbun



