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Visita de Putin à China é tema central em reunião de chanceleres

Os ministros das Relações Exteriores da China e da Rússia se reuniram em Pequim para discutir a visita do presidente russo Vladimir Putin ao país asiático ainda este ano, em meio a um cenário internacional 'violentamente turbulento'.

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Preparativos para cúpula China-Rússia avançam
Preparativos para cúpula China-Rússia avançam (imagem ilustrativa/PM)

O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, e seu homólogo russo, Sergey Lavrov, encontraram-se em Pequim na terça-feira (14). Acredita-se que o principal tema da reunião tenha sido a visita planejada do presidente russo Vladimir Putin à China ainda este ano.

O Ministério das Relações Exteriores da China informou que Wang Yi descreveu a atual situação internacional como “violentamente turbulenta” e alertou Lavrov sobre o aumento da ameaça de “hegemonia unilateral”.

Wang enfatizou a necessidade de ambos os países manterem a cooperação estratégica em questões internacionais e regionais importantes. Aparentemente, Wang se referia à operação militar dos EUA contra o Irã, entre outros desenvolvimentos recentes.

O Ministério das Relações Exteriores da Rússia declarou que Lavrov expressou total concordância com as preocupações de Wang. Ele teria compartilhado as apreensões do chanceler chinês, mencionando ‘o que aconteceu’ na Venezuela no início do ano, bem como a situação atual no Oriente Médio.

Preparativos para a cúpula China-Rússia

Em relação à esperada visita de Putin a Pequim, o Ministério das Relações Exteriores da China anunciou que as duas partes trocaram opiniões sobre os preparativos para a realização de uma cúpula China-Rússia ainda este ano. Lavrov já havia confirmado que uma cúpula está planejada e que ele desejava discutir os detalhes.

A agência de notícias estatal russa Tass noticiou que Putin planeja visitar a China no primeiro semestre de 2026. Um veículo de comunicação de Hong Kong sugeriu a possibilidade de o presidente russo visitar a China logo após a viagem agendada de Donald Trump a Pequim em maio.