Em resposta ao risco de o litro de gasolina chegar à marca histórica de 200 ienes, o gabinete da primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, anunciou as medidas para frear a escalada de preços no mercado interno.
Na quarta-feira (11), instruiu o ministro da Economia, Comércio e Indústria, Ryosei Akazawa, a implementar imediatamente as medidas.
As medidas de emergência
- Subsídio à gasolina: deve ser limitado a cerca de ¥170 por litro na bomba. Além disso, outros combustíveis como diesel, óleo combustível pesado e querosene também terão teto de preços.
- O governo elevou o repasse para as distribuidoras de petróleo para conter os preços.
- Eletricidade e gás: segundo o secretário-chefe do gabinete, Minoru Kihara, em breve serão anunciadas medidas.
- Liberação de reservas estratégicas: a primeira-ministra declarou que a partir de 15 começam a ser liberadas as reservas privadas.
Japão e a dependência de petróleo
A primeira-ministra ainda declarou: “Os petroleiros continuam praticamente impossibilitados de atravessar o Estreito de Ormuz, e espera-se que as importações de petróleo bruto para o Japão diminuam significativamente a partir do final deste mês”.
Emendou esclarecendo que o Japão possui um nível excepcionalmente alto de dependência do Oriente Médio e será muito afetado.
“Portanto, pretendemos utilizar nossas reservas de petróleo para garantir que não haja interrupção no fornecimento de derivados de petróleo, como gasolina, na improvável eventualidade de uma emergência”, informou.
Reservas privadas e nacionais
“Liberaremos inicialmente o equivalente a 15 dias de reservas privadas e, por ora, liberaremos o equivalente a um mês das reservas nacionais, entregando-as às refinarias nacionais o mais rápido possível. Também utilizaremos rapidamente as reservas conjuntas com os países produtores de petróleo”, declarou Takaichi.
Fontes: NHK e Nikkei



