Segundo uma matéria publicada no Washington Post, o tempo estimado é de 6 meses para remover completamente as minas implantadas pelos militares iranianos do Estreito de Ormuz.
Portanto, é improvável que tal operação seja realizada antes do fim da guerra entre os EUA e o Irã, informou o Pentágono ao Congresso — uma avaliação que significa que o impacto econômico do conflito pode se estender até o final deste ano ou além.
Frustração
Essa estimativa da remoção das minas no Estreito de Ormuz foi compartilhada por um alto funcionário do Departamento de Defesa dos Estados Unidos em uma reunião confidencial na terça-feira (21) para membros do Comitê de Serviços Armados da Câmara, disseram três funcionários familiarizados com a discussão, para o Washington Post.
O cronograma — recebido com frustração por democratas e republicanos, disseram duas dessas pessoas — é o sinal mais recente de que os preços da gasolina e do petróleo podem permanecer elevados muito depois de qualquer acordo de paz ser alcançado.
Impacto político para Trump
Além das ramificações econômicas, isso poderá ter implicações políticas nos Estados Unidos, já que as eleições de meio mandato se aproximam. A decisão do presidente Donald Trump de iniciar a guerra provou ser impopular entre a maioria dos americanos, segundo pesquisas recentes, e fragmentou sua base política, que o elegeu em parte com base em suas repetidas promessas de reduzir os envolvimentos militares estrangeiros e se concentrar mais em questões internas.
Gasolina cara nos Estados Unidos
O conflito no Irã abalou não só os países dependentes do petróleo do Oriente Médio mas teve um forte impacto no país de Trump. Na quarta-feira, o preço médio do galão (3,7 litros) de gasolina nos Estados Unidos era de US$ 4,02 (¥669), enquanto antes da guerra no Irã custava US$ 2,98 (¥475).
Quantas minas no Estreito de Ormuz?
Três autoridades, falando sob condição de anonimato ao jornal, devido à sensibilidade da discussão, disseram que os legisladores foram informados de que o Irã pode ter colocado 20 ou mais minas dentro e ao redor do Estreito de Ormuz, uma via navegável vital para o transporte de petróleo do Oriente Médio através do Golfo Pérsico.
Algumas teriam sido lançadas remotamente no Estreito de Ormuz usando tecnologia GPS, o que dificultou a detecção das minas pelas forças americanas durante o seu posicionamento, disse o alto funcionário da defesa aos legisladores. Acredita-se que outras tenham sido colocadas por forças iranianas usando pequenas embarcações.
Pentágono diz que alegações são falsas
O Pentágono se recusou a responder perguntas sobre a avaliação militar de quanto tempo levaria para remover as minas para o jornal. “Ao decidir publicar essas alegações falsas, o Washington Post deixou claro que se preocupa mais em promover uma agenda do que a verdade“, diz a declaração.
O Comando Central dos EUA, que supervisiona as operações na região, se recusou a comentar.
Dependência do Japão
O bloqueio do tráfego marítimo no Estreito de Ormuz tornou-se um ponto crítico persistente na guerra, com o Irã declarando-o fechado e até mesmo atacando alguns navios como forma de prejudicar a economia global e o governo Trump, enquanto Washington e Teerã pressionam para que se ponha fim à guerra.
Antes da guerra, cerca de 20% do petróleo mundial passava pelo estreito, com o Japão, a Coreia do Sul, a China e outras nações asiáticas entre as que dependem fortemente da energia do Oriente Médio.
Fonte: Washington Post 


