Com o aumento do fluxo de viajantes durante a Golden Week, um número crescente de destinos turísticos no Japão está adotando sistemas de “preço duplo”.
A prática diferencia residentes locais de visitantes, sendo que o Aquário de Takeshima, em Gamagori (Aichi), estabeleceu taxas de entrada duas vezes mais caras para quem não reside na cidade, enquanto o governo central se prepara para formalizar diretrizes sobre o tema.
O aquário, que celebra seu 70º aniversário este ano, registrou um forte movimento após uma grande reforma concluída em 2024.
Na bilheteria, o ingresso custa 500 ienes para residentes de Gamagori, enquanto visitantes de fora pagam 1.200 ienes. A administração explicou que a estrutura de preços foi definida com base em tendências nacionais, onde instalações similares elevaram as taxas em cerca de 2,4 a 2,5 vezes.
Gestão e sustentabilidade financeira
Originalmente operado pela cidade, o aquário mantinha uma taxa única de 500 ienes por ordenança local. Contudo, a transferência da gestão para uma empresa privada exigiu o aumento da receita para cobrir custos crescentes, como alimentação animal e eletricidade.
Embora a cidade tenha revisado a norma para permitir um teto de 1.200 ienes, a cidade optou por preservar o acesso acessível para os moradores.
Suzuki, da divisão de turismo e desenvolvimento comunitário da cidade, afirmou que a decisão reflete o desejo de manter a identidade do aquário como um local valorizado pela comunidade. Como resultado, a taxa para residentes foi mantida como uma medida de serviço público.
O diretor do aquário, Ryuuji Kobayashi, enfatizou a importância do apoio local, observando que a instalação cresceu junto com a comunidade.
Ele acrescentou que esforços contínuos estão sendo feitos para melhorar a eficiência operacional, incluindo ajustes de pessoal e refinamento nos cuidados com os animais, visando manter os preços o mais acessíveis possível.
Diretrizes nacionais e aceitação
Em nível nacional, o Ministério de Terras, Infraestrutura, Transporte e Turismo anunciou planos para elaborar diretrizes para a introdução de sistemas de preço duplo que distinguem visitantes estrangeiros e residentes locais.
O modelo, já comum no exterior, começa a ganhar força no Japão, inclusive no Castelo de Himeji, um Patrimônio Mundial da UNESCO.
Visitantes de fora da cidade, apesar de pagarem mais que o dobro, aceitaram a diferença. Alguns notaram que 1.200 ienes permanecem razoáveis em comparação a outros aquários, enquanto outros destacaram que as exposições em constante evolução tornam a visita válida.
Segundo a cidade, não houve reclamações significativas ou queda no número de visitantes ligada ao sistema.
Fonte: NOJ, JN



