O número de falências entre prestadores de serviços médicos e de enfermagem no Japão atingiu um total de 478 no ano fiscal 2025, marcando o nível mais alto desde 1988, quando a economia de bolha do Japão atingiu seu pico.
Os dados foram divulgados na segunda-feira (4) pela agência de pesquisa de crédito Tokyo Shoko Research. A agência atribuiu o aumento das falências principalmente à escassez de pessoal e ao aumento dos custos operacionais.
No Japão, os preços que os prestadores de serviços médicos e de enfermagem podem cobrar por seus serviços são amplamente regulados pelo governo.
A análise da Tokyo Shoko Research incluiu hospitais, clínicas, consultórios odontológicos, centros de quarentena, prestadores de cuidados de enfermagem e operadores de serviços de assistência a pessoas com deficiência que encerraram suas atividades com dívidas superiores a 10 milhões de ienes.
Evolução da crise no setor
Em 1990, o número de falências desse tipo era de 32. No entanto, à medida que o número de consultórios odontológicos e instituições médicas que oferecem serviços fora dos sistemas nacionais de seguro de saúde aumentou ao longo dos anos, o mesmo ocorreu com o número de falências.
Em 2006, o número de falências atingiu 100 pela primeira vez.
Após esse período, as falências entre os prestadores de cuidados de enfermagem começaram a subir, superando as das instituições médicas em 2016.
Durante a pandemia de covid-19, subsídios governamentais generosos ajudaram a melhorar as finanças desses prestadores, o que levou a uma queda acentuada no número de falências.
Contudo, mais instituições viram suas finanças se deteriorarem desde o fim da pandemia, com a escassez de pessoal e o aumento dos preços surgindo como problemas graves para muitos operadores.
O governo incluiu apoio aos setores de saúde e enfermagem em seus orçamentos suplementares nos últimos anos como parte de suas medidas econômicas de emergência, mas a eficácia dessas ações tem sido questionada devido aos números recordes dos últimos três anos consecutivos:
- 350 falências no ano fiscal 2023
- 436 falências no ano fiscal 2024
- 478 falências no ano fiscal 2025
Os pequenos operadores, com quatro ou menos funcionários, representaram 72,1% das falências registradas no ano fiscal 2025.
“O governo precisa reforçar a assistência concreta aos operadores de serviços para melhorar sua eficiência operacional e reduzir seus encargos”, afirmou a Tokyo Shoko Research.
Fonte: JT
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