No dia 4, o mercado de câmbio registrou uma disparada do iene frente ao dólar, atingindo temporariamente a casa dos 155 ienes.
Pouco antes, a moeda era negociada na faixa de 157,20 ienes. Desde a intervenção de compra de ienes e venda de dólares realizada pelo governo e pelo Banco do Japão em 30 de abril, o mercado mantém um estado de alerta constante sobre novas medidas.
Como o dia 4 foi feriado no Japão, o baixo volume de participantes tornou o mercado mais suscetível a oscilações, intensificando a cautela dos investidores quanto a uma possível intervenção cambial neste momento.
Declarações oficiais e cautela do mercado
A ministra das Finanças, Satsuki Katayama, ao ser questionada por repórteres durante sua visita ao Uzbequistão no dia 4, limitou-se a dizer ‘sem comentários’ sobre a ocorrência de intervenções.
Na mesma noite, reforçou: ‘Tomaremos medidas decisivas contra movimentos especulativos. Não tenho nada de específico a declarar além disso’.
O mercado continua atento. O vice-ministro das Finanças para Assuntos Internacionais, Atsushi Mimura, já havia sinalizado cautela no dia 1, afirmando que ‘o feriado prolongado ainda está no início‘, o que serviu para conter movimentos de venda de ienes.
Naquela mesma tarde, o iene saltou de 157,30 para a casa dos 155 ienes. O comportamento do iene no dia 4 seguiu um padrão similar ao do dia 1, alimentando especulações.
Rinto Maruyama, estrategista sênior de juros e câmbio da SMBC Nikko Securities, observou que ‘o movimento dos preços parece ter sido causado por uma intervenção‘.
Ele acrescenta que, caso tenha sido uma intervenção, ‘pode haver o desejo de fazer os investidores perceberem que a linha de defesa está antes dos 160 ienes’. Entretanto, devido ao feriado, a liquidez estava reduzida.
Tōru Sasaki, estrategista-chefe do Fukuoka Financial Group, avaliou o movimento do dia 4 de forma distinta: ‘O fator principal foi a sensibilidade dos participantes após a intervenção de 30 de abril, somada ao baixo volume de negociações. Provavelmente não foi uma intervenção’.
Fonte: Nikkei



