O otimismo em torno das ações ligadas à inteligência artificial (IA) tem sido o principal motor para a recuperação dos índices acionários asiáticos, que voltaram a operar próximos de suas máximas históricas após o período de instabilidade causado pelo conflito no Oriente Médio.
O índice MSCI Ásia-Pacífico registrou uma alta de 2,3% no dia 4, marcando o maior ganho diário desde 8 de abril. O movimento foi liderado por mercados com forte peso de empresas de tecnologia, como a Coreia e Taiwan, que apresentaram valorizações superiores a 4%.
O cenário positivo foi influenciado pelo desempenho do índice S&P 500, nos Estados Unidos, que manteve sua trajetória de recordes por cinco semanas consecutivas, sustentado por balanços financeiros sólidos das gigantes do setor de tecnologia.
Com a estabilização do sentimento dos investidores após o acordo de cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irã no mês passado, o tema de IA, que dominava o mercado antes da eclosão dos conflitos no Oriente Médio, voltou a ser o foco principal. O índice MSCI Ásia-Pacífico acumulou uma alta de mais de 13% em abril, recuperando praticamente todas as perdas registradas em março.
Recordes históricos e expectativas do setor
No dia 5, o índice de referência de Taiwan, TAIEX, encerrou o pregão renovando sua máxima histórica, atingindo 40.769,29 pontos. No dia anterior, o índice já havia superado a marca histórica de 40 mil pontos, com uma valorização de 4,57% em relação ao fechamento da semana anterior.
Na Coreia, o índice KOSPI também atingiu um recorde histórico no dia 4, fechando em 6.936,99 pontos, uma alta de 5,12% em comparação ao final da semana anterior.
Sobre o cenário atual, Ide Shingo, do instituto de pesquisa Nissei Kiso Kenkyujo, comenta:
- ‘O foco está especialmente em tecnologia e semicondutores.’
- ‘Existe uma expectativa crescente em relação às Big Techs americanas.’
- ‘Como resultado, fabricantes de semicondutores na Coreia e em Taiwan também projetam uma expansão em seus resultados, o que justifica a renovação das máximas.’
Fonte: ANN e Bloomberg



