Os Estados Unidos renovaram, na terça-feira (5), o apelo ao Japão, Coreia do Sul e outros aliados para que auxiliem na reabertura do Estreito de Ormuz.
A solicitação ocorre em um momento de escalada nas tensões no Oriente Médio, após uma nova iniciativa do presidente Donald Trump para romper o controle do Irã sobre a rota comercial crucial.
“Esperamos que a Coreia do Sul se posicione, assim como esperamos que o Japão se posicione, assim como esperamos que a Austrália se posicione, e que a Europa também o faça”, declarou o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, durante uma coletiva de imprensa no Pentágono.
Missão de escolta e tensões regionais
A missão norte-americana, denominada Project Freedom, teve início na segunda-feira (4) com o objetivo de guiar navios comerciais através da estreita rota marítima. O local está efetivamente fechado pelo Irã desde que o país foi alvo de ataques dos Estados Unidos e de Israel no final de fevereiro.
Até o momento, apenas dois navios mercantes com bandeira dos EUA conseguiram transitar pela via com escolta militar, operação que resultou em trocas de tiros entre as forças norte-americanas e iranianas.
O presidente Donald Trump afirmou, na segunda-feira, que o Irã também disparou contra um navio de carga sul-coreano e outros alvos não relacionados à operação marítima.
Tanto os Estados Unidos quanto o Irã continuam a reivindicar o controle do corredor comercial. No dia anterior, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, instou a China a intensificar sua diplomacia com o Irã, dado que o país asiático é o principal comprador das exportações de petróleo iraniano.
Diplomacia e perspectivas futuras
Trump, que tem viagem marcada para Pequim na próxima semana para um encontro com o presidente chinês Xi Jinping, manteve um tom comedido em seus comentários na quinta-feira (5).
O presidente informou a repórteres na Casa Branca que a guerra com o Irã será um dos temas discutidos com Xi Jinping, acrescentando que o líder chinês tem sido “‘muito gentil” a respeito do assunto.
Pete Hegseth enfatizou que o Project Freedom possui caráter defensivo, escopo focado e duração temporária, ressaltando que os EUA consideram o cessar-fogo com o Irã, acordado há cerca de um mês, como “não encerrado”.
O chefe do Pentágono reiterou que a via navegável é vital para as economias globais e que os militares dos EUA têm trabalhado intensamente na área em nome de outras nações.
Fonte: ST



