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Ormuz: petróleo volta a fluir com a retomada do tráfego marítimo

O presidente Donald Trump confirmou a normalização do tráfego no Estreito de Ormuz, celebrando o retorno do fluxo do petróleo para o mundo.

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Redação

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Alívio! Petroleiros e cargueiros retomam operações no Estreito de Ormuz!
Imagens ilustrativas (IA)

Em um desfecho diplomático relevante ocorrido no domingo (14), as presidências dos Estados Unidos e do Irã pactuaram a suspensão do cerco naval no prazo de um mês, viabilizando o desbloqueio do Estreito de Ormuz.

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Embora pormenores do entendimento permaneçam sob sigilo, confirmou-se que a trégua militar terá vigência de 60 dias.

Na segunda-feira (15), no fuso de Washington, o vice-presidente JD Vance asseverou que a formalização digital do compromisso com Teerã foi concluída no domingo. Contudo, pontuou que o repasse de valores está condicionado à observância rigorosa das cláusulas estabelecidas.

Na mesma data, Donald Trump anunciou que o entendimento bilateral está “plenamente consolidado”, autorizando o livre trânsito em Ormuz e a retirada das frotas americanas.

Em seu perfil no Truth Social, declarou: “o fluxo petrolífero será restabelecido em ambas as direções, beneficiando a região e o mercado global!”.

“A movimentação de embarcações, muitas com plena carga de petróleo, já foi iniciada na saída do Estreito [de Ormuz]. O tráfego utiliza a ‘Rota Sul’, que se encontra totalmente protegida e estável. Outras alternativas de navegação também estão operacionais!!!”, publicou Trump em sua plataforma social na segunda-feira.

O premiê do Paquistão, Shehbaz Sharif, utilizou a rede X para informar que Washington e Teerã selaram a paz para a cessação imediata e definitiva de conflitos em todas as frentes, abrangendo o território libanês.

A solenidade de assinatura está agendada para 19 de junho na Suíça.

Diretrizes do acordo bilateral

Conforme reportado pelo veículo estatal iraniano Mehr, o planejamento envolve a liberação de US$ 24 bilhões em recursos do Irã que estavam retidos. O cronograma prevê que metade deste valor seja disponibilizado como prelúdio às tratativas de 60 dias.

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Lideranças como o primeiro-ministro do Catar e o britânico Keir Starmer saudaram o progresso diplomático. Donald Trump qualificou a negociação como um “acordo histórico”, pilar fundamental para a pacificação regional e para a desobstrução comercial do Estreito de Ormuz.

No campo econômico, projeta-se a interrupção das sanções sobre o petróleo e derivados petroquímicos iranianos, garantindo a Teerã o usufruto integral dos dividendos das exportações.

O texto prevê ainda que os EUA e parceiros desenvolvam projetos de reconstrução para o Irã estimados em, no mínimo, US$ 300 bilhões.

No âmbito da segurança estratégica, o Irã deve ratificar seus compromissos junto ao Tratado de Não Proliferação Nuclear. Durante as conferências, Washington comprometeu-se a não realizar novos ataques militares na zona de conflito ou aplicar sanções adicionais.

Contudo, a administração de Israel manifestou que não pretende desmobilizar suas tropas posicionadas na região sul do Líbano.

A incursão militar dos Estados Unidos em território iraniano teve seu início em 28 de fevereiro deste ano. Além do custo da guerra para os EUA e vidas ceifadas nos dois países, foi gerado um caos econômico pelo bloqueio do Estreito de Ormuz.

Fontes: Iran Intl e Truth Social

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