Logo após o registro de um terremoto com intensidade 6 fraco na província de Yamanashi, as redes sociais foram tomadas por publicações que, sem qualquer base científica, associam o tremor a uma possível erupção do Monte Fuji.
Além disso, circulam mensagens alarmistas que citam nomes de regiões específicas e preveem novos abalos, gerando desnecessariamente pânico na população.
A Agência Meteorológica do Japão (AMJ) informou que, após o evento sísmico, não houve qualquer alteração nos dados de monitoramento do Monte Fuji.
Especialistas reforçam que o tremor não foi de natureza vulcânica e não apresenta riscos diretos ao vulcão.
Riscos de desinformação e vídeos falsos
Entre as publicações que buscam incitar o medo, algumas chegam a acumular mais de 2 milhões de visualizações.
O conteúdo varia desde teorias conspiratórias sobre “terremotos artificiais” até previsões detalhadas com datas e locais, muitas vezes disseminadas por contas que publicam esse tipo de conteúdo diariamente.
Além de textos, a disseminação de vídeos falsos criados por inteligência artificial (IA), que supostamente retratam a situação dos danos, tornou-se uma preocupação crescente.
A propagação de informações distorcidas pode prejudicar seriamente as atividades de resposta a desastres e o socorro às vítimas.
Para evitar a propagação de boatos, as autoridades recomendam:
- Verificar quem é o autor da postagem e o histórico de publicações da conta.
- Não compartilhar ou curtir conteúdos de fontes incertas ou duvidosas.
- Priorizar sempre as informações divulgadas por órgãos oficiais.
- Manter a calma e analisar criticamente qualquer conteúdo que apele fortemente ao emocional.
Fonte: NHK



