Diante da proximidade da atualização das normas de eficiência energética para aparelhos de ar-condicionado, prevista para abril de 2027, o Ministério da Economia, Comércio e Indústria (METI) decidiu intervir.
O órgão solicitou às associações do setor de varejo de eletrodomésticos que garantam a prestação de informações precisas aos consumidores.
A medida visa combater a disseminação de informações incorretas, como a ideia de que “aparelhos que não atendem aos novos padrões não poderão mais ser adquiridos ou utilizados”.
Com o aumento da demanda por trocas motivado por essa confusão, o governo busca esclarecer o cenário real.
Esclarecimentos sobre as novas normas
Segundo o Ministério da Economia, Comércio e Indústria, as novas diretrizes exigem que os fabricantes melhorem a eficiência do consumo de energia entre 13,8% e 34,7% em relação aos padrões atuais de 2010, dependendo do desempenho do equipamento.
Contudo, é fundamental destacar os seguintes pontos:
- Os usuários poderão continuar utilizando normalmente os aparelhos de ar-condicionado já instalados.
- Os fabricantes estão autorizados a continuar a produção e o envio de modelos que não alcançam os novos índices de eficiência.
- Não há proibição de venda ou uso de modelos de baixo custo que não se enquadrem nos novos critérios.
O ministério reforça que muitos dos modelos de ar-condicionado de baixo custo atualmente disponíveis no mercado não atendem aos novos requisitos. A percepção equivocada de que esses produtos seriam banidos tem levado consumidores a antecipar compras ou buscar esclarecimentos constantes nas lojas, gerando uma movimentação desnecessária no mercado.
Fonte: JJ



