Durante quase três décadas, o regime da Venezuela acumulou fissuras visíveis: a deterioração das instituições democráticas, a concentração de poder, a perseguição política, as denúncias de violações dos direitos humanos, o encarceramento de opositores, o fechamento de veículos de comunicação independentes e o colapso progressivo do sistema de saúde e de outros serviços públicos. A isso se somou o êxodo de milhões de venezuelanos, numa das maiores crises migratórias das Américas, analisou o Infobae.
Somada a essa situação de uma Venezuela colapsada, ocorreram dois fortes terremotos sequenciais, de magnitudes 7,1 e 7,5 respectivamente, na quarta-feira (24), horário local. Aí a situação piorou com debilidade do país. Além disso, ocorreram 430 réplicas de menor intensidade.
A solidariedade internacional chegou e continua chegando na forma de médicos, equipes de resgate e ajuda humanitária. Mas a Venezuela terá que enfrentar algo mais difícil e duradouro: apoiar a reconstrução de um país que perdeu não apenas prédios, mas também uma parte significativa de suas instituições.
Vítimas fatais e feridos na Venezuela, incluindo estrangeiros
Até domingo (28), no fuso local, o balanço mais recente é devastador: 1.430 mortos, 3.238 feridos, centenas de edifícios desabados, centenas de desaparecidos e milhares de famílias desabrigadas. Por trás de cada número, há uma história interrompida pela incerteza.
Com o passar das horas críticas, a busca por sobreviventes urge com o destacamento de mais equipamentos pesados e com a ajuda de vários resgatistas vindos do exterior. Para piorar a situação, a chuva em Caracas, capital da Venezuela, dificultou os trabalhos na manhã de domingo.
Dentre os mortos, houve confirmação de diversos estrangeiros: 28 portugueses, 7 chineses, 5 espanhóis (133 ainda desaparecidos), dois brasileiros, um chileno e um ítalo-venezuelano.
Campanha para doações de suprimentos
O Departamento de Estado dos EUA informou no domingo que fuzileiros navais da Força de Combate Litoral 24 e marinheiros do USS Fort Lauderdale entregaram suprimentos vitais de ajuda humanitária que chegaram por navio.
Enquanto isso, os apelos por doações de roupas, alimentos e medicamentos para as vítimas se multiplicam nas redes sociais, juntamente com contribuições financeiras por meio de organizações como a Cáritas.
A presidenta interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, inspecionou no domingo o Complexo Esportivo José María Vargas, que funciona como um grande centro de coleta em La Guaira, a cidade mais atingida, e onde as doações arrecadadas serão recebidas.
Assista a um vídeo com imagens capturadas por drone.
Fontes: Hoy, El Siglo de Torreón e Infobae



