Receber uma ligação de um número desconhecido e ser confrontado com uma voz agressiva tornou-se uma experiência comum. Em um relato recente, um autor descreveu ter sido chamado repetidamente pelo nome após atender um número iniciado em “080”.
Ao contatar a polícia local para denunciar o número, a resposta foi frustrante: o registro da ocorrência não garante o bloqueio imediato da linha, revelando uma lacuna na resposta contra fraudes.
O jornalista de TI, Hiroshi Mikami, explica que grupos de fraude especializada operam de forma massiva. Eles utilizam centenas ou milhares de cartões SIM descartáveis, tornando o bloqueio de um único número ineficaz para deter a atividade criminosa.
A obtenção desses chips, embora exija verificação de identidade por lei, ocorre por meios ilegais que permitem aos criminosos descartá-los ao menor sinal de risco.
Riscos das chamadas internacionais e falsificação
Atualmente, a maioria das chamadas fraudulentas utiliza telefonia IP internacional. O maior perigo reside na capacidade de alguns provedores de “falsificar” o número de origem. Criminosos conseguem exibir números reais de delegacias.
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Chamadas com prefixo “+” devem ser evitadas, a menos que a origem seja conhecida.
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O prefixo “+81” indica origem japonesa, mas pode estar sendo roteado por operadoras estrangeiras.
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Fraudes comuns exibem prefixos como “+1” (América do Norte) e “+44” (Reino Unido).
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O uso de terminais como “0110” é frequentemente empregado para simular autoridade policial.
Os golpes de “falsos policiais” possuem duas características marcantes. A primeira é o uso de informações pessoais, como nome completo e endereço, para intimidar a vítima e comprometer seu julgamento.
A segunda é a alegação de que a chamada parte de uma delegacia distante, como uma pessoa em Tóquio recebendo uma ligação da Polícia de Hokkaido ou Kagoshima.
O objetivo final é induzir a vítima a realizar uma videochamada via LINE sob o pretexto de uma “entrevista especial”. Durante a chamada, os criminosos exibem mandados de prisão ou distintivos falsos.
É fundamental lembrar: a polícia nunca realiza procedimentos oficiais via LINE e não existem “exceções especiais” para interrogatórios remotos. A recomendação é manter a calma, não ceder à pressão e não atender números internacionais desconhecidos.
Fonte: FNN



