Desde outubro de 2025, a Agência de Serviços de Imigração do Japão implementou critérios mais rigorosos para a concessão do visto de gestor de negócios. A medida visa combater o uso de empresas de fachada e entidades opacas por estrangeiros para obter residência no país.
Anteriormente, as empresas precisavam cumprir apenas um de dois requisitos: possuir 5 milhões de ienes em capital ou empregar dois ou mais funcionários em tempo integral. Com as novas normas, os critérios tornaram-se cumulativos e mais exigentes:
- Capital mínimo de 30 milhões de ienes (um aumento de seis vezes);
- Manutenção de um número específico de funcionários;
- Comprovação de proficiência na língua japonesa;
- Apresentação de histórico educacional e experiência gerencial.
Impacto no setor empresarial estrangeiro
Uma pesquisa realizada pela Tokyo Shoko Research, entre 31 de março e 7 de abril, ouviu 299 empresas estrangeiras. Cerca de metade, ou 135 companhias, afirmou que será impactada pelas mudanças. Sobre os planos futuros, os empresários responderam:
- 82 pretendem aumentar o capital e adotar outras medidas para cumprir as regras;
- 35 consideram vender ou fundir o negócio;
- 19 planejam transferir os direitos de gestão;
- 16 consideram encerrar as operações.
Entre os 45 respondentes que detalharam os maiores desafios, 20 apontaram a dificuldade em aumentar o capital. Além disso, a obrigatoriedade de ter pelo menos um funcionário em tempo integral foi citada como um obstáculo por 16 empresas.
Segundo a Tokyo Shoko Research, das 143.367 empresas estabelecidas no Japão em 2024, 90 por cento possuíam capital inferior a 10 milhões de ienes.
Embora a maioria das empresas japonesas seja de pequeno porte, as novas exigências representam um desafio significativo para estrangeiros.
O reflexo dessas mudanças foi imediato: o número de novos pedidos de visto de gestor de negócios despencou de uma média de 1.700, nos cinco meses anteriores à norma, para apenas 70 nos cinco meses seguintes, representando uma queda de 96 por cento.
Fonte: NP



