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Sociedade

Perfis de mães nas redes viram isca em golpe de renda extra no Japão

Uma mulher de Fukuoka contou que pagou cerca de 500 mil ienes por um curso após confiar em uma conta de maternidade no Instagram. Segundo especialistas, muitos materiais vendidos como “informação exclusiva” reúnem conteúdos gratuitos disponíveis na internet.

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Fraude digital: perfis comprados enganam mães no Japão
Fraude digital: perfis comprados enganam mães no Japão (imagem ilustrativa-PM/IA)

Um grupo investigado por se passar por influenciadores nas redes sociais teria usado dezenas de contas compradas para vender materiais digitais sobre renda extra, segundo a Polícia de Osaka.

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Entre os presos está um homem de 29 anos, representante de uma empresa de aplicativos em Osaka, acusado de envolvimento em um esquema de fraude por meio de perfis com muitos seguidores.

De acordo com a investigação, os suspeitos compraram, por meio de intermediários, mais de 10 contas de influenciadores, e a polícia acredita que o total possa chegar a várias dezenas.

Entre os perfis usados estavam contas que publicavam receitas de papinhas para bebês e marmitas (bentôs) infantis feitos à mão. Após a compra, os suspeitos teriam assumido os perfis e passado a divulgar cursos e materiais digitais prometendo ganhos com publicidade afiliada.

A Polícia de Osaka informou que 13 pessoas foram presas novamente na quarta-feira (1º), sob suspeita de fraude.

Entre novembro do ano passado e março deste ano, o grupo teria feito publicações falsas em redes sociais, afirmando, por exemplo, que era possível alcançar ganhos de 5,5 milhões de ienes em 9 meses com o uso dos materiais.

Três mulheres, moradoras de Shizuoka, Osaka e Ehime, com idades entre 30 e 40 anos, teriam sido enganadas e pagado entre 180 mil e 510 mil ienes. As três contas usadas nesses casos somavam cerca de 500 mil seguidores.

Vítima pagou cerca de 500 mil ienes

Uma mulher na faixa dos 30 anos, moradora de Fukuoka (província homônima), contou ao jornal Yomiuri que comprou um dos materiais acreditando que estava falando com uma influenciadora real.

Ela seguia uma conta sobre alimentação infantil, com mais de 50 mil seguidores. No ano passado, o perfil mudou o ícone para a foto de uma jovem mulher e começou a anunciar uma suposta “escola” de conteúdo digital.

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A vítima, que estava em licença-maternidade e buscava aumentar a renda com trabalho paralelo, foi direcionada para o LINE e acabou comprando um curso de cerca de 500 mil ienes financiado por empréstimo. Mesmo após aplicar o conteúdo e publicar vídeos no Instagram, ela disse que os seguidores não aumentaram.

Especialista alerta para materiais sem valor real

O material vendido, chamado “SNS School”, era acessado por login e senha em um site próprio e tinha capítulos sobre afiliados, criação de posts e construção de perfis.

No entanto, segundo a reportagem, o conteúdo reunia informações que poderiam ser encontradas gratuitamente na internet.

O jornalista de tecnologia Yo Mikami alertou que muitos materiais desse tipo são feitos com reaproveitamento de conteúdo online ou até com IA generativa, sem oferecer informações exclusivas.

Ele recomenda cautela diante de promessas de ganhos fáceis, especialmente quando o comprador não consegue verificar o conteúdo antes do pagamento.

Fonte: YM

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