As empresas japonesas concordaram em elevar os salários em média 5,01% nas negociações salariais de primavera deste ano, segundo balanço final divulgado na sexta-feira (3) pela maior central sindical do Japão, a Rengo.
Este é o terceiro ano consecutivo em que os reajustes médios superam 5%, em meio à pressão do aumento de preços e à tentativa de fortalecer o poder de compra dos trabalhadores.
De acordo com a Rengo, o levantamento reuniu resultados de mais de 5,3 mil sindicatos filiados. O aumento médio mensal ficou em 16.400 ienes.
Alta salarial continua, mas ritmo desacelera
Apesar do resultado expressivo, o ritmo de crescimento foi menor que o do ano anterior, quando o reajuste médio havia chegado a 5,25%.
O consumo das famílias segue fraco no Japão, após um período em que os salários ficaram atrás da alta dos preços. Os salários reais subiram pelo quarto mês consecutivo em abril, mas a elevação dos custos de petróleo e matérias-primas, ligada ao conflito no Oriente Médio, pode pressionar novamente a inflação.
Akira Nidaira, secretário-geral adjunto da Rengo, afirmou em coletiva que o resultado representa um passo em direção a uma sociedade em que aumentos salariais sejam considerados normais. Ele também destacou que empresas menores fizeram o que estava ao alcance delas.
Pequenas e médias empresas ainda ficam atrás
Nas pequenas e médias empresas, os salários subiram em média 4,69%, o equivalente a 12.866 ienes por mês.
Embora o percentual também seja elevado, o resultado ainda ficou abaixo do ritmo observado entre empresas maiores, mostrando que a capacidade de reajuste varia conforme o porte e a situação financeira de cada companhia.
Os dados finais foram calculados com base nos resultados das negociações salariais de 5.368 sindicatos registrados até quarta-feira (1º).
Fonte: JW



